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sexta-feira, 05 de junho de 2026   Vale do Rio Pardo Indicadores atualizados Edição Digital
Agricultura

Pastagens de inverno asseguram 
alimentação ao rebanho no RS

O retorno dos dias de sol e a redução das chuvas favoreceram o crescimento das pastagens anuais de inverno e a aplicação de adubações nitrogenadas no Rio Grande do Sul, o que tem sido positivo para a pecuária no Estado. Conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (10), apesar do retorno gradual do […]

Na região de Bagé, mesmo com pastagens de boa qualidade, o excesso de umidade e as geadas afetaram o desenvolvimento de forrageiras como aveia e azevém, além de comprometer os campos nativos. Em Erechim, as geadas e o ar frio reduziram a disponibilidade de massa verde nas pastagens nativas e de verão, mas o pastejo segue adequado nos campos sobressemeados. Já em Passo Fundo, a diminuição da umidade permitiu o retorno do pastejo nas áreas com boa oferta de forragem, enquanto as lavouras de trigo, cevada e triticale para alimentação animal avançam nas fases de germinação e crescimento. Em Santa Rosa, o clima seco auxiliou na recuperação das pastagens, apesar de atrasos no plantio e na germinação em algumas localidades, o que reduziu a disponibilidade de forragem.

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Pecuária de corte

Embora o pastejo esteja liberado em várias áreas, as pastagens ainda não atingiram o potencial produtivo ideal, mantendo a necessidade de suplementação para evitar perdas de escore corporal nos rebanhos. O período seco favoreceu o manejo sanitário, incluindo vacinações e vermifugação, enquanto as geadas ajudaram a reduzir populações de parasitas no campo. O mercado segue aquecido, com realização de feiras, remates e exportação de terneiros em diversas regiões.

Na região de Santa Maria, são realizados diagnósticos de gestação, desmames e comercialização de terneiros, que tiveram menor ganho de peso devido às geadas intensas. Em Santa Rosa, os rebanhos estão em boas condições sanitárias e corporais, com aumento de peso impulsionado pela oferta de pastagens cultivadas, apesar da dificuldade para reposição de lotes para terminação. Em Soledade, iniciou-se o período de parição, com terneiros em excelente condição corporal e ganho de peso no rebanho nos últimos dias.

Pecuária leiteira

O clima mais seco trouxe melhorias no conforto dos animais, no manejo das áreas de alimentação e ordenha e nas condições de piso, mas a oferta restrita de forragem ainda limita o desempenho em sistemas mais extensivos. As vacinações contra clostridioses e brucelose seguem sendo realizadas, embora ocorram casos pontuais de mastite devido ao barro e à umidade.

Na região de Erechim, os rebanhos mantêm bom estado nutricional, com suplementação de concentrados. A chuva dificultou o manejo, favorecendo casos de mastite, sem comprometer de forma relevante a sanidade dos animais. Em Santa Maria, o frio intenso impôs desafios ao bem-estar animal, com temperaturas abaixo do ideal para bovinos de raças europeias e ventos gelados que agravaram a situação, especialmente em rebanhos zebuínos, ainda que menos representativos na região. A suplementação com silagem e feno tem sido fundamental para manter o escore corporal e a produção de leite, enquanto o solo encharcado em várias propriedades prejudica a higiene e pode afetar a qualidade do leite.

Avanço da safra de grãos

Trigo – O tempo seco e as condições de solo mais favoráveis permitiram acelerar o plantio, atingindo 82% da área prevista no Estado, recuperando parte dos atrasos causados pelas chuvas de junho. As lavouras estão em fase vegetativa, com áreas anteriormente afetadas pelo excesso de umidade mostrando recuperação. Apesar das geadas em áreas mais úmidas, os danos devem ser limitados, mantendo a expectativa de semeadura dentro do calendário do Zarc. Estima-se uma área de 1,19 milhão de hectares com produtividade média de 2.997 kg/ha.

Aveia-branca – Com 92% da área prevista já semeada, as lavouras estão majoritariamente em fase vegetativa, com pequenas áreas em floração ou enchimento de grãos, principalmente no Noroeste. As geadas causaram danos foliares pontuais e lesões em estruturas reprodutivas, o que poderá impactar o potencial produtivo das áreas mais adiantadas. A projeção é de 401,2 mil hectares plantados e produtividade média de 2.254 kg/ha.

Canola – Cerca de 98% da área prevista já foi implantada, embora o encerramento do plantio dependa da decisão dos produtores, visto que o prazo recomendado pelo Zarc foi ultrapassado, elevando os riscos de perdas e afetando o cronograma das culturas de verão. A cultura está se desenvolvendo bem, mas cerca de 15% das áreas em floração podem ter sido prejudicadas pelas geadas, sendo necessário monitoramento para avaliação dos danos. A estimativa é de 203,2 mil hectares cultivados e produtividade de 1.737 kg/ha.

Cevada – O plantio está em fase final, com o período de tempo estável permitindo os trabalhos em regiões onde havia atraso. No Extremo Norte, as semeaduras foram concluídas, com lavouras apresentando bom estande e desenvolvimento, mantendo o potencial produtivo. Em Ijuí, as lavouras apresentam vigor, estande uniforme e bom estado fitossanitário, sem ocorrências relevantes de pragas ou doenças. A projeção é de 27,3 mil hectares semeados, com produtividade estimada em 3.198 kg/ha para a safra 2025.

Entenda o caso

O que aconteceu?Pastagens de inverno asseguram 
alimentação ao rebanho no RS
Onde?Local não informado
Fonte da informaçãoRedação Gazeta Popular

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Tipo de conteúdoNotícia
Fonte/OrigemApuração/Redação
Última atualização23/07/2025 às 06:15

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