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sexta-feira, 26 de junho de 2026   Vale do Rio Pardo Indicadores atualizados Edição Digital
Agricultura

Canola dispara no Rio Grande do Sul e impulsiona diversificação nas lavouras do Vale do Rio Pardo

Enquanto oleaginosa vê sua área dobrar no Estado, tradicionais culturas de inverno como trigo e cevada perdem espaço devido a custos altos e riscos climáticos.

O cenário agrícola dos cultivos de inverno no Rio Grande do Sul está passando por uma expressiva transformação na Safra 2026. De acordo com o mais recente Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, a canola se consolidou como a principal cultura em expansão no Estado, registrando um impressionante salto de 102,64% em sua área cultivada. O avanço da oleaginosa abre novas perspectivas de diversificação de renda também para os produtores do Vale do Rio Pardo, tradicionalmente focados na fumicultura e nas culturas de verão.

No total, o território gaúcho deve atingir 353.397 hectares de canola. A semeadura está praticamente concluída, beneficiada pelas condições climáticas recentes. As primeiras lavouras implantadas já ingressam na fase de florescimento, apresentando adequado estabelecimento e uniformidade. Com uma produtividade média projetada em 1.619 kg/ha, a expectativa é de que o RS colha 571.975 toneladas do grão.

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O Contraste dos Cereais: Trigo e Cevada em Queda

Se a canola celebra a expansão, os tradicionais cereais de inverno amargam retrações significativas, motivadas pela cautela do produtor.

Trigo: Embora continue sendo o principal cereal de inverno do Estado, a área projetada sofreu um recuo de aproximadamente 30%, caindo para 814.220 hectares. Produtores do Vale do Rio Pardo e de demais regiões recuaram diante da combinação de menor rentabilidade, custos de produção elevados, restrições de crédito e o fantasma do risco climático. A produtividade estimada é de 2.701 kg/ha.

Cevada: A queda foi ainda mais acentuada, com retração de 36,52% na área (apenas 20.320 hectares no RS). O forte receio do impacto do fenômeno El Niño na fase de maturação e colheita afastou os investimentos, especialmente nas áreas voltadas à cadeia cervejeira, onde a exigência de qualidade tecnológica para o malte é rigorosa.

Por outro lado, a aveia-branca mantém estabilidade, com 387.697 hectares implantados e bom desenvolvimento vegetativo.

Balanço do Verão no Vale do Rio Pardo

Com as colheitas de verão tecnicamente encerradas, o foco regional se volta para os resultados obtidos. Na região, o processo de diversificação da matriz produtiva na agricultura familiar ganha força, impulsionado pela necessidade de compensar as quebras ocorridas na safra de verão 2025/2026.

A soja, principal cultura de verão, fechou o ciclo no Estado com uma produtividade média de 2.707 kg/ha — um recuo de 14,8% em relação às expectativas iniciais devido à forte irregularidade das chuvas. Já o milho trouxe estabilidade, consolidando média de 7.362 kg/ha. O feijão 2ª safra, que sofreu perdas pontuais por geadas tardias em regiões próximas, finalizou com rendimento de 1.414 kg/ha, mas teve uma expressiva redução de 45,7% na área plantada em nível estadual.

Citricultura em Alerta no Vale do Caí e Região

No setor de fruticultura, o frio característico de junho reduziu o ritmo de crescimento vegetal, mas teve um efeito comercial positivo: ajudou na coloração e na qualidade das frutas destinadas ao mercado in natura. Em regiões próximas, como Erechim, a produtividade média está estimada em 32 t/ha, embora os produtores reclamem dos preços baixos praticados (R$ 0,40/kg para laranjas Salustiana e Umbigo Navelina).

Contudo, a grande preocupação dos citricultores locais reside na sanidade dos pomares. A recente confirmação de focos de greening no Rio Grande do Sul acendeu o sinal de alerta em Palmitinho e no Vale do Caí, vizinho ao Vale do Rio Pardo.

“A prevenção passou a ser prioridade absoluta. Como a cadeia citrícola envolve milhares de famílias na nossa região, a Emater e os produtores têm intensificado vistorias e reuniões técnicas para monitorar a compra de mudas e evitar que a praga avance sobre os pomares comerciais do vale”, destaca o relatório da instituição.

Com o inverno avançando, o momento é de manejo intensivo, adubação de cobertura nas culturas de inverno e monitoramento fitossanitário rigoroso para garantir a rentabilidade do produtor rural até o fim de 2026.

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Tipo de conteúdo Notícia
Fonte/Origem Apuração/Redação
Autor Gazeta Popular
Atualização 26/06/2026 às 18:25
Categoria Agricultura
Leitura 4 min
Extensão 671 palavras
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Entenda o caso

O que aconteceu?Canola dispara no Rio Grande do Sul e impulsiona diversificação nas lavouras do Vale do Rio Pardo
Onde?Rio Pardo
Fonte da informaçãoRedação Gazeta Popular

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Fonte/OrigemApuração/Redação
Última atualização26/06/2026 às 18:25

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