Morango em destaque, com alta valorização
O cultivo do morango mostra bom desempenho, especialmente na região de Caxias do Sul, onde o clima ameno e a boa radiação solar favoreceram a maturação dos frutos. Apesar da incidência de oídio, que exige reforço nos cuidados fitossanitários, a produção segue aquecida. No entanto, a oferta ainda é insuficiente para atender à demanda local, mantendo os preços elevados. O quilo do morango é comercializado entre R$ 30,00 e R$ 50,00 nas Ceasas e intermediários, e entre R$ 40,00 e R$ 60,00 na venda direta ao consumidor.
Em Soledade, a produção avança com equilíbrio entre oferta e demanda, enquanto em Lajeado, a produção ainda está no início, com cultivos em solo apresentando intensa floração. A tendência do “morango do amor” impulsiona as vendas, com preços chegando a R$ 55,00/kg. Já em Santa Rosa, apesar da boa floração, a polinização deficiente e a presença de doenças afetam a qualidade dos frutos, que variam entre R$ 20,00 e R$ 35,00/kg.
Pêssego: floração avança e cuidados são intensificados
Na região de Ijuí, os pessegueiros estão em fase final de floração, com pegamento de frutos e emissão de folhas. A poda, ainda em andamento, busca manter maior número de ramos carregadores diante do risco de geadas. Na Serra Gaúcha, as variedades precoces começaram a florescer, e os produtores intensificam os tratamentos preventivos para doenças como a podridão-parda e a crespeira-verdadeira.
Em Pelotas, o frio intenso favoreceu a brotação uniforme das variedades, o que pode resultar em boa produtividade. Os trabalhos de poda e tratamentos de inverno foram acelerados para proteger a florada.
Videiras passam por poda e adubação
As videiras seguem com manejo técnico nas diferentes regiões. Em Caxias do Sul, foi concluída a poda seca e seguem os tratamentos contra cochonilha-do-tronco, além da adubação de inverno. Em Frederico Westphalen, já iniciou a brotação de variedades como Vênus, Bordô e Niágara, sendo necessária a aplicação de cianamida hidrogenada para quebra de dormência. Santa Maria mantém as podas de inverno e aplicação de caldas protetoras nas frutíferas.
Citros: expectativas positivas e preços variados
A cultura de citros também se desenvolve bem em várias regiões. Em Erechim, a revisão da taxação dos EUA sobre frutas brasileiras trouxe otimismo, embora ainda não haja definição de preços para a laranja Valência. Em Pelotas, a colheita de laranja e bergamota Montenegrina avança com bons preços, entre R$ 1,50 e R$ 2,00/kg.
Em Lajeado, a colheita é favorecida pelo clima, com baixa incidência de doenças em pomares bem manejados. Em São José do Sul e Montenegro, a colheita da Montenegrina está em pleno andamento, com preços entre R$ 45,00 e R$ 55,00 por caixa de 25 kg. A Ponkan, em final de safra, tem sido vendida por R$ 25,00/cx, enquanto a Pareci é comercializada a R$ 20,00/cx.
Arvorezinha destaca-se pela produção de laranjas, com cultivos em 600 hectares. A colheita de Monte Parnaso está em 85%, com preço de R$ 22,50/cx. A Valência de mesa e para indústria está apenas começando, com valores de R$ 22,50 e R$ 10,00 por caixa, respectivamente.
Em algumas regiões, como São José do Sul e Maratá, produtores enfrentam dificuldades para comercializar o limão Tahiti, com preços que não cobrem sequer o custo da colheita.
Grãos de inverno com desenvolvimento promissor
Além da fruticultura, a safra de grãos de inverno apresenta desempenho positivo em várias regiões do RS.
Trigo – Com a semeadura encerrada e as lavouras em estágios vegetativos avançados, as condições climáticas favorecem o crescimento e a sanidade das plantas. Estima-se uma produtividade média de 2.997 kg/ha, com área cultivada de aproximadamente 1,2 milhão de hectares.
Aveia-branca – Apresenta bom desempenho nas áreas implantadas no período ideal. Chuvas recentes e ventos provocaram acamamento em algumas áreas, mas sem grandes prejuízos. A expectativa de produtividade é de 2.254 kg/ha.
Canola – A cultura segue com desenvolvimento vegetativo adequado, beneficiada pela presença de polinizadores. A área plantada deve alcançar mais de 203 mil hectares, com produtividade estimada em 1.737 kg/ha.
Cevada – Condições climáticas recentes contribuíram para crescimento uniforme das lavouras, com boa densidade de plantas. O manejo fitossanitário está em andamento, com atenção especial às doenças foliares.
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