Um exemplo vivo desse compromisso é o agricultor Ricardo do Nascimento Lopes Filho, conhecido por todos como Fio, de 62 anos, morador de Passo da Mangueira, no interior de Passo do Sobrado. Ao lado da esposa, Geci Lúcia Moraes Lopes, de 57 anos, Fio cultiva tabaco e milho em sua propriedade. A agricultura corre em suas veias, herança de seus antepassados que ele abraçou com orgulho e que hoje é seguida também por suas duas filhas e um sobrinho, que vivem próximos e trabalham juntos.
“Eu nasci e me criei aqui. Sempre trabalhamos na lavoura. Quando eu fiz 18 anos, comecei a plantar fumo pra mim. Tenho muito orgulho de ser agricultor e tudo que eu tenho, graças a Deus, eu tirei do meu suor, da lavoura”, relata Fio. Com simplicidade e verdade, ele destaca que pode até não ter muito em bens materiais, mas tem o essencial, a dignidade, o sustento e o prazer de viver do que ama.
Ao longo da vida, o casal já plantou até 80 mil pés de tabaco; hoje, com o ritmo mais tranquilo, cultivam cerca de 30 mil pés. Mesmo assim, o entusiasmo permanece. “Eu venho quebrar milho no Dia do Colono, venho quatro, cinco vezes só pra tratar dos bichos. Não ia escolher outra profissão de jeito nenhum. A profissão que eu tenho, pra mim, é tudo”, afirma.
Neste Dia do Colono, celebramos histórias como a de Fio e Geci, pessoas que enfrentam sol forte, chuva e frio com coragem e determinação. A agricultura, para eles, não é apenas uma atividade econômica, mas um modo de vida, uma identidade, é razão de viver. Que essa data sirva para reconhecer o valor imenso do trabalho rural e para agradecer a quem faz do campo sua missão.
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