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sábado, 04 de julho de 2026   Vale do Rio Pardo Indicadores atualizados Edição Digital
Tabaco

Trabalhadores reforçam defesa do tabaco e alertam para riscos da COP-11 em Genebra

A proximidade da 11ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (COP-11), que será realizada de 17 a 22 de novembro em Genebra, acendeu o sinal de alerta entre trabalhadores da indústria do tabaco no Brasil. Lideranças da Federação Nacional dos...

A COP-11 é o principal fórum internacional onde governos discutem diretrizes globais sobre produção, comércio e controle do tabaco. O Brasil, signatário desde 2005, participa das decisões que podem influenciar diretamente políticas nacionais e impactar toda a cadeia produtiva — especialmente nos estados do Sul, onde está concentrada a maior parte da industrialização do tabaco.

Entidades pedem cautela e responsabilidade

Para o presidente da Fentitabaco, Rangel Marcon, o momento exige equilíbrio e diálogo. Ele ressalta que o tabaco é uma das cadeias mais organizadas do agronegócio e sustenta milhares de famílias:

“O Brasil não pode assumir compromissos internacionais que desconsiderem o impacto sobre o emprego e sobre a renda das famílias que vivem da cadeia produtiva do tabaco. A atividade é fundamental para a economia rural e para a estabilidade de centenas de comunidades.”

A delegação que segue para Genebra será formada por Marcon e pelo presidente do Stifa, Éder Rodrigues, que reforça que qualquer decisão tomada na COP-11 deve observar a realidade social das regiões produtoras:

“As famílias que trabalham com o tabaco construíram sua história com dedicação e dentro da legalidade. A indústria do tabaco é inclusiva, gera oportunidades, distribui renda e sustenta milhares de trabalhadores que dependem dela para manter suas casas e projetos de vida.”

Preocupações sobre o cenário internacional

Entre os pontos que causam maior apreensão às lideranças estão:

possíveis resoluções que desestimulem a produção sem considerar alternativas concretas para agricultores e trabalhadores;

impactos sobre indústrias, prestadores de serviços, transporte e cooperativas integradas à cadeia;

ausência de consulta às regiões produtoras antes da definição das posições brasileiras na COP-11;

necessidade de garantir segurança jurídica e previsibilidade para produtores, indústrias e trabalhadores.

As entidades destacam que decisões tomadas em Genebra frequentemente orientam políticas públicas brasileiras, motivo pelo qual pedem que o governo federal conduza o debate com transparência e diálogo com todos os segmentos envolvidos.

Relevância para o Sul e para Santa Cruz do Sul

A cadeia do tabaco ocupa papel histórico na economia do Sul do Brasil e, especialmente, em Santa Cruz do Sul e municípios vizinhos, que concentram grande parte das indústrias processadoras, centros logísticos e empregos diretos e indiretos.

Nesse contexto, trabalhadores, sindicatos e lideranças locais reforçam que o debate internacional deve reconhecer a complexidade da cadeia, a legalidade da produção no Brasil e o papel estratégico do setor para o desenvolvimento regional.

Comitiva embarca neste sábado

A delegação representando os trabalhadores embarca no sábado, 15, rumo à Suíça. Durante toda a semana, acompanhará as sessões da COP-11, reuniões paralelas e debates envolvendo países signatários, organizações internacionais e entidades da sociedade civil.

A Fentitabaco afirma que permanecerá mobilizada para garantir que o Brasil adote posições equilibradas e comprometidas com a proteção do emprego, da renda e da sustentabilidade econômica das regiões que dependem do tabaco.


O que é a COP-11 e por que ela importa para o Brasil

O que é a COP-11?

A COP-11 é a 11ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (FCTC), tratado internacional coordenado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O evento reúne representantes de mais de 180 países para discutir regras globais relacionadas à produção, comércio e controle do tabaco.

Quando e onde ocorre?

De 17 a 22 de novembro de 2025, em Genebra, Suíça.

O que pode ser decidido?

A COP discute e aprova diretrizes que podem influenciar políticas públicas dos países signatários, incluindo:

Regulamentações sobre produção agrícola do tabaco

Normas para indústria e comercialização

Restrição de novos produtos

Questões ambientais e trabalhistas ligadas à cadeia produtiva

Medidas de redução de demanda e consumo

Combate ao comércio ilícito

Por que o Brasil está envolvido?

O Brasil é signatário da Convenção desde 2005. Isso significa que participa das decisões e deve implementar as diretrizes aprovadas — o que pode afetar diretamente agricultores, indústrias, trabalhadores e municípios que dependem da cadeia do tabaco.

Por que há preocupação no setor produtivo?

Possíveis medidas podem reduzir a produção sem considerar alternativas sustentáveis.

O tabaco gera milhares de empregos diretos e indiretos no Sul do país.

Municípios produtores dependem fortemente da receita ligada à cadeia produtiva.

Trabalhadores e agricultores temem decisões tomadas sem diálogo com quem vive da atividade.

Quem representa os trabalhadores brasileiros na COP-11?

A Fentitabaco e o Stifa enviam delegados para acompanhar as discussões e dialogar com autoridades. A comitiva representa mais de 44 mil trabalhadores da indústria do tabaco no Brasil.


A importância econômica do tabaco no Rio Grande do Sul

Setor estratégico da economia gaúcha

O Rio Grande do Sul é o maior produtor e industrializador de tabaco do Brasil e concentra uma das cadeias produtivas mais estruturadas do agronegócio. O setor envolve desde agricultura familiar até polos industriais de exportação.

Números que mostram a força da atividade

+ 100 mil famílias produtoras no Sul do Brasil, grande parte no RS;

+ 20 mil empregos diretos na indústria gaúcha;

Cerca de 40% da produção nacional é originada do RS;

Região do Vale do Rio Pardo é o principal polo de processamento da América Latina;

Exportações de tabaco representam uma das maiores receitas do agronegócio gaúcho, com bilhões em divisas anuais.

Impacto social e territorial

Sustenta economias locais em dezenas de municípios rurais;

Garante renda estável para pequenas propriedades familiares;

Movimenta setores como transporte, comércio, serviços, logística e portos;

Contribui para a manutenção de escolas, postos de saúde e infraestrutura municipal através de impostos.

Por que o RS é tão sensível às decisões da COP-11?

Porque qualquer mudança brusca na produção ou industrialização:

Afeta diretamente a renda agrícola;

Reduz postos de trabalho industriais;

Impacta a arrecadação municipal e regional;

Enfraquece economias locais altamente dependentes da cadeia.

Transparência editorial

Informações sobre a produção, autoria e atualização desta publicação.

Tipo de conteúdo Notícia
Fonte/Origem Apuração/Redação
Autor Gazeta Popular
Atualização 14/11/2025 às 07:19
Categoria Tabaco
Leitura 6 min
Extensão 1.139 palavras
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Entenda o caso

O que aconteceu?Trabalhadores reforçam defesa do tabaco e alertam para riscos da COP-11 em Genebra
Onde?Santa Cruz do Sul
Fonte da informaçãoRedação Gazeta Popular

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Fonte/OrigemApuração/Redação
Última atualização14/11/2025 às 07:19

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