Organizado pela Bem Responsabilidade Social e Sustentabilidade, com apoio da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Venâncio Aires (Caciva), o encontro teve como objetivo apresentar informações e cases práticos que orientem empresas e organizações na adoção efetiva de práticas ESG. A abertura foi conduzida pela gestora da Bem, Lídia Schwantes, que ressaltou a importância do tema para a construção de negócios mais conscientes e conectados com as demandas sociais e ambientais. Entre os palestrantes, o superintendente de Cooperativismo da Fundação Sicredi, Romeo Balzan, abordou o tema “Cooperativismo e ESG: atitudes que inspiram e transformam”.
Cases que comprovam resultados
Durante a programação, três associadas ao SindiTabaco — CTA, China Brasil e Alliance One — apresentaram iniciativas já consolidadas no campo da sustentabilidade. O encerramento contou com um painel que reuniu o SindiTabaco, a Fruki Bebidas e a Madeireira Haas para discutir a aplicação prática do ESG nas organizações.
Na ocasião, a vice-presidente de Responsabilidade Social do SindiTabaco, Cristina Quatke, enfatizou o histórico de compromisso do setor. Segundo ela, a indústria do tabaco é pioneira em diversas ações alinhadas ao ESG, muitas delas adotadas antes mesmo da criação de legislações específicas.
Ambiental, Social e Governança na prática
No pilar ambiental, Cristina destacou o incentivo a boas práticas agrícolas, o reflorestamento para uso sustentável de lenha, o uso responsável de defensivos e o Programa de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos, exemplo de logística reversa implementado antes da obrigatoriedade legal.
Na dimensão social, foram apresentadas iniciativas como o Instituto Crescer Legal, que oferece formação profissional a jovens rurais pela Lei da Aprendizagem, além de programas de saúde e segurança do produtor, incentivo à diversificação de renda nas propriedades e promoção do trabalho decente no meio rural.
No eixo de governança, o setor se destaca pela participação ativa em fóruns regulatórios, práticas de compliance, auditorias independentes e comunicação transparente por meio de relatórios e publicações institucionais.
Sistema Integrado como diferencial competitivo
Cristina ressaltou o Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT) como um dos grandes diferenciais do segmento. O modelo garante assistência técnica gratuita aos produtores, assegurando que as diretrizes ESG sejam aplicadas em propriedades, muitas delas familiares e de pequeno porte. “A assistência técnica oferecida pelas empresas garante que os compromissos ESG se traduzam em resultados concretos e sustentáveis, seja na preservação ambiental, seja na promoção do trabalho seguro e digno no campo”, afirmou.
Competitividade no mercado global
Por fim, Cristina lembrou que o Brasil é líder mundial na exportação de tabaco e que o atendimento a práticas ESG é cada vez mais exigido pelos mercados internacionais. “Empresas alinhadas ao ESG estão mais preparadas para enfrentar riscos, atender legislações e gerar valor de forma sustentável. No nosso setor, isso significa competitividade, credibilidade e responsabilidade com a sociedade e o meio ambiente”, concluiu.
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