Defesa do setor e das famílias produtoras
A participação de Schuch tem como foco principal defender os interesses dos produtores de tabaco, dos trabalhadores da indústria e dos municípios que dependem diretamente da fumicultura. Segundo o parlamentar, as medidas discutidas no âmbito da COP podem impactar profundamente o sustento das famílias rurais e a economia de diversas cidades gaúchas, onde o tabaco é responsável por grande parte da geração de renda e emprego.
“O que queremos é ser ouvidos. É preciso reconhecer que a fumicultura é uma atividade legal, que sustenta famílias, movimenta a economia de muitos municípios e gera milhares de empregos diretos e indiretos na indústria. Esperamos que desta vez haja diálogo e respeito com quem vive dessa produção”, afirmou Schuch, ressaltando a necessidade de decisões equilibradas que considerem tanto a saúde pública quanto a sustentabilidade econômica das regiões produtoras.
Experiência e trajetória em defesa do setor
Heitor Schuch é reconhecido nacionalmente como uma das principais vozes em defesa da cadeia produtiva do tabaco no Congresso Nacional. O parlamentar participou de praticamente todas as edições anteriores da COP, acompanhando de perto debates e resoluções que influenciam diretamente a produção no Brasil — segundo maior exportador mundial e responsável por movimentar bilhões de reais por ano.
Impacto regional e preocupação com o futuro
Municípios do Vale do Rio Pardo, Vale do Taquari e Serra gaúcha, altamente dependentes da fumicultura, acompanham com atenção as discussões que serão conduzidas em Genebra. Além da atividade agrícola, a indústria do tabaco emprega cerca de 44 mil trabalhadores apenas no Rio Grande do Sul, sem contar empregos indiretos no transporte, comércio e serviços.
Schuch reforça que qualquer decisão que afete a cadeia produtiva precisa ser construída com diálogo, para evitar danos abruptos à economia regional, ao emprego e à permanência das famílias no campo. O deputado também destaca que o setor tem avançado em práticas de sustentabilidade, diversificação e boas práticas agrícolas, pontos que pretende apresentar durante a conferência.
Expectativa para a COP-11
A delegação brasileira reúne representantes do governo federal, parlamentares, técnicos e entidades ligadas ao setor produtivo. A expectativa é de que os debates incluam temas como produção, aditivos, estratégias de redução de consumo e diretrizes para países produtores.
Schuch reafirma que seu papel será garantir que a voz das comunidades produtoras seja levada à mesa de negociações, defendendo políticas que conciliem saúde pública, geração de renda, responsabilidade social e desenvolvimento sustentável.
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