Fundada em 2013, a AMPROTABACO tem como missão articular ações, promover a troca de informações e representar os municípios junto aos governos estadual e federal, especialmente em pautas que tratam de políticas públicas, legislação, comercialização e impactos econômicos relacionados ao tabaco. A entidade reúne atualmente mais de 480 municípios produtores, tornando-se uma das mais representativas instituições do setor no país.
Relevância econômica para Passo do Sobrado
Em Passo do Sobrado, a fumicultura segue entre as principais atividades agrícolas, sustentando centenas de pequenas propriedades e contribuindo para a circulação de renda no comércio local. A entrada na AMPROTABACO permitirá que o município participe de debates técnicos e estratégicos, garantindo voz ativa em decisões que envolvem desde o financiamento rural até discussões internacionais, como as Conferências das Partes (COP) da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco.
A associação também possibilita maior integração com outros municípios da região, facilitando o intercâmbio de dados, a elaboração de políticas conjuntas e o fortalecimento de uma agenda comum em defesa da cultura do tabaco — especialmente em um momento em que o setor enfrenta incertezas diante das negociações internacionais e das pressões por mudanças na produção.
Integração regional e fortalecimento institucional
Ao ingressar oficialmente na AMPROTABACO, Passo do Sobrado passa a compor um grupo de municípios que atuam de forma coordenada para proteger seu desenvolvimento econômico e social. Na prática, o município terá acesso a estudos técnicos, reuniões de planejamento, ações de mobilização e representatividade institucional em pautas que envolvem a fumicultura e suas cadeias associadas.
Com a filiação, a Administração Municipal reforça seu compromisso com os produtores locais, reconhecendo que a fumicultura ainda desempenha papel central na economia rural e que a articulação regional é essencial para garantir segurança, estabilidade e valorização ao setor.
Histórico da AMPROTABACO
A Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (AMPROTABACO) foi fundada em 2013, a partir da mobilização de prefeitos, lideranças rurais e entidades municipais dos três estados do Sul — Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná — preocupados com o cenário de incertezas que cercava a cadeia produtiva do tabaco, especialmente diante das decisões internacionais tomadas nas Conferências das Partes (COP) da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT/OMS).
A criação da entidade teve como principais objetivos:
Organizar politicamente os municípios cuja economia depende da fumicultura;
Representar os prefeitos e produtores rurais em pautas estaduais, nacionais e internacionais;
Dar voz ao setor em debates sobre políticas públicas, legislação agrícola e medidas regulatórias;
Promover estudos, diagnósticos e ações articuladas para fortalecer o desenvolvimento local nas regiões produtoras.
Primeiros anos (2013–2016)
Nos primeiros anos, a AMPROTABACO atuou na mobilização dos municípios para participar das discussões da COP-6 (2014) e da COP-7 (2016), reforçando a defesa dos impactos socioeconômicos da cadeia produtiva do tabaco e alertando para propostas que poderiam afetar a renda das famílias rurais. A entidade também estruturou seu corpo técnico e iniciou campanhas de conscientização sobre a importância do setor para a economia regional.
Consolidação (2017–2020)
Entre 2017 e 2020, a associação ampliou significativamente seu número de associados, reunindo prefeituras, câmaras de vereadores e cooperativas. Nesse período, trabalhou fortemente para:
Influenciar debates sobre diversificação produtiva consciente;
Promover diálogo direto com os governos estaduais e deputados federais;
Levar dados concretos do setor às conferências internacionais (COP-8 e COP-9).
A entidade também passou a publicar boletins técnicos, produzir levantamentos sobre a economia da fumicultura e promover encontros regionais com prefeitos e produtores.
Atuação recente e protagonismo (2021–2025)
Nos últimos anos, a AMPROTABACO se consolidou como a principal voz institucional dos municípios produtores de tabaco no Brasil. A entidade reúne atualmente mais de 480 municípios, representando aproximadamente 90% da produção nacional de tabaco.
Sua atuação se concentra em:
Defender a cadeia produtiva junto ao governo federal e ao Congresso Nacional;
Acompanhar de perto as negociações da COP-10 (2023) e da COP-11 (2025);
Debater políticas de diversificação compatíveis com a realidade das pequenas propriedades;
Manter diálogo constante com entidades setoriais, como Afubra, SindiTabaco e Fetag/RS.
A associação também ampliou sua presença em estudos econômicos, programas de capacitação e ações de mobilização regional, reforçando a importância da fumicultura para a agricultura familiar, para a geração de emprego e para a arrecadação municipal.
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