Na entrevista, a vereadora aborda as principais ações do mandato, as demandas apresentadas pela população, o papel fiscalizador do Legislativo, os desafios enfrentados e as prioridades para o próximo período, além de deixar uma mensagem à comunidade.
Entrevista – Avaliação do Ano Legislativo
Vereadora Juliana da Silveira – Passo do Sobrado
1. Como a senhora avalia o ano de atuação na Câmara de Vereadores de Passo do Sobrado?
Avalio o ano legislativo como intenso, desafiador e de muito trabalho. Como professora e vereadora, busquei exercer meu mandato com responsabilidade, escuta ativa e compromisso com a comunidade. Foi um período marcado por muitas demandas da população, debates importantes e pela necessidade constante de fiscalização e cobrança do Poder Executivo. Estive presente nas sessões, nas comunidades e nos espaços de diálogo, sempre levando as reivindicações da população e defendendo aquilo que considero justo para o município.
2. Quais ações, projetos, proposições ou posicionamentos do seu mandato a senhora considera mais relevantes neste período?
Destaco a atuação firme nas áreas da educação, saúde, inclusão social, direitos das mulheres e apoio às famílias. Como professora, a educação é uma prioridade permanente do meu mandato, refletida em proposições como a indicação para a aquisição de kits de primeiros socorros nas escolas, kits de robótica educacional, oficinas de oratória e na fiscalização rigorosa da aplicação dos recursos do FUNDEB.
Também considero muito relevantes as ações voltadas às pessoas com Transtorno do Espectro Autista, como o apoio à Associação Anjo Azul, a indicação para a doação de terreno à entidade e a solicitação de contratação de médico neuropediatra. Destaco ainda o Projeto de Lei que instituiu a Comenda Luciane Jacobsen Sins, valorizando os servidores públicos aposentados, e o Projeto de Lei que criou o Dia do Jovem Tradicionalista, fortalecendo a cultura e a identidade gaúcha no município.
3. Na sua avaliação, quais foram as principais demandas apresentadas pela população ao longo do ano?
As principais demandas estiveram relacionadas à infraestrutura urbana e rural, como iluminação pública, manutenção de pontes, alagamentos, desassoreamento de arroios, limpeza de terrenos públicos e conservação de prédios municipais. Houve também muitas solicitações na área da saúde, especialmente no atendimento a crianças, mulheres e pessoas com deficiência, além de pedidos por melhorias na educação e maior apoio à agricultura familiar. Essas demandas evidenciam a necessidade de planejamento, investimentos e políticas públicas eficientes.
4. Como a senhora avalia o papel da Câmara de Vereadores na fiscalização do Executivo Municipal neste período?
A fiscalização é uma das funções mais importantes do Legislativo, e a Câmara precisa exercer esse papel com responsabilidade. Nosso mandato atuou de forma firme por meio de pedidos de informação, análise de projetos, acompanhamento de obras e cobranças constantes. Fiscalizar não é criar conflitos, mas garantir transparência, legalidade e o bom uso dos recursos públicos, sempre em defesa da população.
5. Qual foi o principal desafio enfrentado pelo seu mandato neste último ano?
O principal desafio foi conciliar as inúmeras demandas da população com as limitações orçamentárias do município. Muitas áreas necessitam de investimentos urgentes, especialmente após os impactos de eventos climáticos extremos. Além disso, a demora na execução de ações já previstas em lei exige persistência, diálogo constante e cobrança firme por parte do Legislativo.
6. Houve alguma situação marcante, decisão difícil ou aprendizado importante que mereça destaque?
Os temas relacionados à violência contra a mulher e o caso de feminicídio ocorrido no município foram situações extremamente marcantes e dolorosas. Esses episódios reforçaram ainda mais a importância da efetivação do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher e do fortalecimento das políticas públicas de prevenção e proteção. Como professora e vereadora, foi um aprendizado duro, porém necessário, que reafirmou meu compromisso com a defesa da vida, dos direitos humanos e da justiça social.
7. Como a senhora avalia o relacionamento e o diálogo entre os vereadores, mesmo havendo diferenças políticas?
O relacionamento entre os vereadores nem sempre ocorre da forma que considero ideal. As divergências políticas são naturais e fazem parte da democracia, porém, em alguns momentos, o diálogo dá lugar a distorções de posicionamentos, interpretações equivocadas e debates que se afastam do que realmente importa: o interesse da população.
Confesso que, em determinadas situações, chego a me sentir constrangida e até envergonhada com o nível de algumas discussões. Há momentos em que preciso, literalmente, questionar se estou ouvindo corretamente, diante de falas que distorcem posicionamentos ou ignoram fatos. Como professora, acredito profundamente no valor da palavra, do respeito e da responsabilidade no debate público. Ainda assim, sigo mantendo uma postura ética, firme e coerente, defendendo minhas posições com clareza e compromisso com a verdade.
8. Quais são as principais prioridades do seu mandato para o próximo ano legislativo em Passo do Sobrado?
As prioridades seguem sendo a educação pública de qualidade, a saúde, a valorização dos servidores públicos, o apoio à agricultura familiar, as políticas de inclusão e a melhoria da infraestrutura urbana e rural. Pretendo intensificar a cobrança pela efetivação do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, ampliar ações preventivas na área da saúde, fortalecer políticas para crianças, jovens e pessoas com deficiência e seguir atuando com firmeza na fiscalização dos recursos públicos.
9. Que mensagem a senhora deixa à comunidade de Passo do Sobrado neste momento de avaliação do trabalho legislativo?
Deixo uma mensagem de gratidão e compromisso. Gratidão a cada cidadão e cidadã que acompanha, cobra, participa e confia no trabalho do Legislativo. Reafirmo meu compromisso de seguir atuando com seriedade, responsabilidade e sensibilidade social. Como professora e vereadora, acredito que a política deve servir para melhorar a vida das pessoas e sigo à disposição da comunidade para construir, junto com a população, um Passo do Sobrado mais justo, humano e desenvolvido.
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