Evaldir destacou que já havia sugerido a criação de uma Secretaria de Serviços Essenciais por reconhecer sua importância, e que o prefeito acatou essa boa ideia. No entanto, lamentou que tais ações positivas “não aparecem nas redes sociais”, exceto para uma parcela mais esclarecida da população.
Ao mencionar a atuação da Justiça, afirmou que “a Justiça é cega, mas algum outro órgão acima pode enxergar o que não foi enxergado aqui em Santa Cruz do Sul”, negando ter se alinhado ao governo ou mudado de lado político. Reiterou que apenas não concorda com as posturas de seu colega e que não pediu para integrar a Comissão Processante — onde atua por designação — classificando como “maldosas” as insinuações feitas contra ele.
O vereador trouxe ainda comparações com fatos ocorridos no município de Venâncio Aires, onde, segundo ele, quatro agentes de saúde ligados ao partido PDT foram demitidos por inserção incorreta de dados em sistema federal: “Lá foi apurado. Não tiveram a sorte de ter a sua defesa”. Relatou que essas servidoras teriam registrado visitas para verificar possíveis focos do Aedes aegypti sem efetivamente tê-las realizado. Para Evaldir, é incompreensível “o medo” do colega quanto à apuração de eventuais irregularidades no município.
Ele ressaltou que, junto a outros vereadores, buscou recursos para exames laboratoriais e para obras nas pontes de Taquari Mirim, atribuindo avanços recentes ao esforço coletivo da comitiva que esteve em Porto Alegre.
Sobre seu estilo de atuação, afirmou ter abandonado a “política de gritaria” e que hoje se considera “um político de resultados”, empenhado em conquistar melhorias para o município. Citou que estará em Brasília em 27 de novembro, ocasião em que levará pessoalmente um pedido de apoio ao Lar dos Idosos.
No tema dos cortes de árvores, explicou que recebeu queixas da comunidade e que buscou esclarecimentos junto ao setor ambiental. Conforme informou, a RGE opera o programa Arborização Mais Segura, que identifica árvores que possam causar danos à rede elétrica e possui licença única da FEPAM para realizar os cortes necessários.
Espaço de Liderança: pedido de respeito e críticas ao colega
No espaço de liderança, Evaldir voltou a criticar o tom utilizado por um colega em plenário, dizendo que “o tom de voz define a educação de um cidadão”. Questionou:
“Precisa gritar aqui? Isso vai me tornar melhor ou pior que algum de vocês? Não vai. Então vamos com educação.”
Afirmou ainda que o colega “falou sobre verdades”, mas que há entre 40 e 46 páginas de denúncia com “inverdades” colocadas pelo próprio vereador citado. Para ele, o medo exposto pelo parlamentar demonstra receio da investigação da Comissão Processante, reforçando que há fatos ainda não divulgados, mas que virão à tona no “tempo certo”.
Ressaltou que “justiça não se discute: cumpre-se ou não se cumpre”.
Comentou ter visto tentativas de justificativa do colega por visitar o Colégio Alexandrino durante o Setembro Amarelo, lembrando que seus filhos estudaram lá. No entanto, afirmou que o parlamentar faltou à audiência pública realizada na mesma data.
Disse também que as denúncias não se limitam ao caso do colégio e que há outros episódios semelhantes que devem ser trazidos à luz “doa a quem doer”.
Sobre o Loteamento Central, afirmou que o local está organizado, sem acúmulo de água, e comparou com o Loteamento Ferreira. Ressaltou ainda que qualquer cidadão, independentemente do cargo, pode apresentar denúncia.
Ele elogiou a operação tapa-buracos na Rua São José, que considerou bem executada. Ao mencionar o ex-prefeito Caio, disse que o colega teria insinuado informações falsas:
“O vereador andou fumando alguma coisa naquele dia… não deve ter visto que eu insisti para colocar no jornal Gazeta Popular que não iam fechar o ginásio — e nunca colocaram nota nenhuma.”
Afirmou que “as inverdades estão aqui no vizinho ao lado” e que isso virou costume.
Ao final, parabenizou o Campeonato de Futebol Society e a Secretaria responsável.
Aparte: Evaldir anuncia que registrará ameaças na Polícia Civil
No aparte final, o vereador Evaldir fez um pronunciamento grave. Disse que procurará a Polícia Civil para registrar ameaças indiretas que teria recebido:
“Consta por aí que, se o vereador for cassado, eu, Evaldir, e mais dois vereadores seremos mortos.”
Afirmou não ter medo, mas considerou ser seu dever comunicar oficialmente, pois os vereadores são “o ponto nevrálgico da coisa pública” e a pressão sobre o Legislativo não pode ultrapassar limites democráticos. Solicitou que o presidente da Casa leve o fato em consideração.
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