Desde quinta-feira, 29 de janeiro de 2026, entraram em vigor os novos valores das tarifas de pedágio da RSC-287, rodovia que liga o Vale do Rio Pardo à Região Central do Rio Grande do Sul. O reajuste, aprovado pela Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do RS (Agergs), representa um aumento médio de 8% em todas as categorias de veículos.
A rodovia é administrada pela concessionária Rota de Santa Maria, do Grupo Sacyr, responsável por cinco praças de pedágio distribuídas ao longo do trecho concedido.
Com o reajuste, a tarifa básica para automóveis, caminhonetes e furgões passou de R$ 5,00 para R$ 5,40, valor que agora é cobrado de forma uniforme em todas as praças da concessão.
Novas tarifas por categoria
(Vigentes desde 29/01/2026)
Automóveis, caminhonetes e furgões (2 eixos): R$ 5,40
Motocicletas, motonetas e bicicletas-moto: R$ 2,70
Caminhão leve, ônibus e caminhão-trator (2 eixos): R$ 10,80
Automóvel com semirreboque (3 eixos): R$ 8,10
Caminhões e ônibus (3 eixos): R$ 16,20
Veículos com maior número de eixos: valores progressivos, podendo chegar a R$ 32,40 no caso de caminhões com seis eixos
Praças de pedágio da RSC-287
Os novos valores são aplicados nas cinco praças ao longo dos 204 quilômetros da rodovia:
Taquari – Km 47
Venâncio Aires – Km 86
Candelária – Km 131
Paraíso do Sul – Km 168
Santa Maria – Km 220
Impacto no custo da viagem
Com o reajuste, o custo total de pedágios para quem viaja de Santa Maria a Porto Alegre passou a ser de aproximadamente R$ 32,50. Desse total, R$ 27,00 correspondem às cinco praças da RSC-287, administradas pela Rota de Santa Maria, e R$ 5,50 referem-se à praça da CCR ViaSul, localizada na BR-386.
Formas de pagamento
As praças de pedágio da RSC-287 aceitam dinheiro, cartões de débito e crédito, além de tags de pagamento automático. A concessionária informou que, até o momento, não são aceitos pagamentos via PIX nem cartões da bandeira Banri.
Por que o aumento foi aplicado agora?
De acordo com a Agergs, o reajuste deveria ter sido aplicado em agosto de 2025, data-base do contrato de concessão, mas foi adiado em razão de revisões técnicas e dos impactos causados pelas enchentes de 2024, que exigiram obras emergenciais, recuperação de trechos e manutenção intensiva da rodovia.
O cálculo considerou a inflação acumulada medida pelo IPCA, além de reequilíbrios contratuais relacionados aos investimentos realizados após os eventos climáticos. A tarifa técnica apurada ficou em torno de R$ 5,37, mas houve arredondamento para R$ 5,40, valor que, segundo a agência reguladora, será compensado no próximo reajuste, previsto para agosto de 2026.
Entenda o caso
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