O principal suspeito, um homem de 22 anos, foi preso preventivamente pela Polícia Civil nesta semana, após ser identificado por câmeras de segurança e testemunhas.
A Cronologia dos Ataques
O vandalismo não foi um evento isolado, mas uma escalada de violência que começou no final de dezembro e se intensificou nos primeiros dias de janeiro:
O Início: No dia 2 de janeiro, o suspeito invadiu o templo e tentou atear fogo ao presépio utilizando gasolina. O início das chamas foi controlado antes que atingisse a estrutura principal da igreja.
A Destruição: Três dias depois, em 5 de janeiro, ocorreu o ataque mais severo. Imagens religiosas históricas foram derrubadas e quebradas, incluindo uma estátua de Jesus Cristo que foi arrancada do suporte. Além disso, objetos litúrgicos foram espalhados e danificados.
O Impacto no Patrimônio e na Fé
A Igreja Matriz São Pedro é um símbolo para a região, não apenas pela sua arquitetura, mas por abrigar a única réplica oficial do Santo Sudário de Turim nas Américas. Embora a relíquia não tenha sido atingida, o zelador do templo, Juliano Cuppini, relatou o cenário de devastação: “É uma tristeza profunda ver o patrimônio da nossa comunidade, construído com tanto esforço, ser tratado dessa forma”.
Investigação e Prisão
A delegada responsável pelo caso, Dieli Caumo Stobbe, confirmou que as imagens de monitoramento foram cruciais. O suspeito foi filmado comprando combustível em um posto próximo pouco antes de um dos ataques.
“Trabalhamos com as hipóteses de dano qualificado e tentativa de incêndio, além da violação de local de culto. A prisão preventiva foi necessária para garantir a ordem pública, dado o caráter recorrente das ações”, afirmou a delegada.
Reação da Comunidade
A Prefeitura de Encantado e a Diocese local emitiram notas de repúdio, ressaltando que o ato fere a liberdade religiosa e o respeito mútuo. Como forma de desagravo e união, fiéis realizaram uma cerimônia de oração e limpeza simbólica do espaço.
A segurança no entorno da Matriz foi reforçada pela Brigada Militar para evitar novos episódios. A igreja, que é um ponto turístico e de peregrinação, especialmente após a construção do Cristo Protetor, segue aberta ao público, mas sob vigilância constante.
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