Ao todo, a região contabilizou:
165.619 contribuintes;
118.291 pagamentos efetuados;
47.311 inadimplentes;
arrecadação total superior a R$ 182,9 milhões;
inadimplência financeira de aproximadamente R$ 41,7 milhões.
Municípios com melhor desempenho proporcional
Entre os municípios analisados, os melhores índices de adimplência ficaram concentrados em cidades menores e de perfil econômico mais estável.
Destaques positivos
Vale do Sol
Apresentou o melhor desempenho geral da região:
79,81% dos contribuintes pagaram o imposto;
86,08% do valor total foi arrecadado;
inadimplência financeira de apenas 13,92%.
O resultado demonstra elevado grau de regularidade tributária e forte capacidade de pagamento.
Venâncio Aires
Foi o grande destaque entre os municípios de maior porte:
77,61% de adimplência;
arrecadação de R$ 30,3 milhões;
índice financeiro de 85,6% dos valores quitados.
O município apresenta uma das economias mais fortes da região, impulsionada principalmente pelo agronegócio, indústria fumageira e setor de serviços.
Sinimbu
Também teve desempenho expressivo:
76,71% de pagamentos;
84,39% do valor arrecadado.
Mato Leitão
Foi um dos municípios mais eficientes da região:
80,25% dos contribuintes pagaram;
apenas 13,97% de inadimplência financeira;
arrecadação superior a 86% do valor previsto.
Passo do Sobrado e Vale Verde acima da média regional
Passo do Sobrado
O município ficou acima da média regional:
73,13% de pagamentos;
80,46% do valor arrecadado;
inadimplência financeira abaixo de 20%.
Além disso, apresentou boa adesão ao parcelamento antecipado, com mais de R$ 182 mil pagos antes do vencimento final.
Vale Verde
Também teve desempenho consistente:
74,3% de pagamentos;
81,22% do valor arrecadado;
inadimplência relativamente controlada.
Os dados mostram estabilidade econômica e bom comprometimento tributário da população local.
Municípios com maiores índices de inadimplência
Algumas cidades apresentaram níveis preocupantes de atraso no pagamento do imposto.
Arroio dos Ratos
inadimplência de 38,48% em quantidade;
apenas 73,86% do valor arrecadado.
Pantano Grande
37,47% de inadimplência;
somente 71,69% do valor quitado;
um dos piores desempenhos financeiros da região.
São Jerônimo
37,94% de inadimplência;
arrecadação abaixo de 74% do total previsto.
Butiá e Minas do Leão
Também registraram índices elevados de atraso, superiores a 36%.
Especialistas apontam que municípios historicamente ligados ao setor carbonífero e com menor dinamismo econômico vêm enfrentando maior dificuldade de arrecadação.
Santa Cruz do Sul lidera em arrecadação absoluta
Santa Cruz do Sul manteve liderança absoluta em volume financeiro:
frota pagante superior a 62 mil contribuintes;
arrecadação de R$ 79,8 milhões;
mais de R$ 15,4 milhões ainda inadimplentes.
Mesmo com índice percentual semelhante ao de municípios menores, o impacto financeiro da inadimplência é muito superior devido ao tamanho da frota.
O que os números revelam sobre a economia regional
Os dados do IPVA acabam funcionando como um termômetro econômico regional.
Municípios com:
agronegócio forte,
maior estabilidade financeira,
renda média mais consolidada,
menor dependência industrial,
apresentaram melhores índices de arrecadação.
Já cidades com:
menor crescimento econômico,
maior desemprego,
dependência de setores industriais em retração,
renda mais pressionada,
registraram índices maiores de inadimplência.
Outro fator observado é que municípios menores e mais organizados administrativamente parecem conseguir maior conscientização da população quanto à importância da regularização do imposto.
Parcelamentos antecipados cresceram na região
A adesão ao parcelamento antecipado também chamou atenção.
Somente Santa Cruz do Sul movimentou quase R$ 9 milhões nessa modalidade.
Já Venâncio Aires ultrapassou R$ 3 milhões em pagamentos parcelados antes da data de vencimento final.
Isso demonstra que muitos contribuintes preferiram diluir os pagamentos para evitar inadimplência e aproveitar os descontos estaduais.
Retorno direto aos municípios
Metade do IPVA arrecadado retorna diretamente às prefeituras.
Na prática, isso significa:
mais investimentos em saúde;
manutenção de estradas;
infraestrutura urbana;
transporte;
educação;
serviços públicos.
Por isso, municípios com melhor arrecadação acabam também fortalecendo sua capacidade de investimento local.
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