Segundo a Polícia Civil, os assassinatos foram motivados por ciúmes e pelo medo de Jocemar perder sua posição de liderança religiosa, caso viesse à tona que havia mantido um relacionamento extraconjugal com Kauany e tido um filho com ela. A jovem teria ameaçado revelar tudo à esposa do pai de santo, o que teria levado à execução do crime.
A investigação aponta que Belisia de Fátima da Silva, esposa de Jocemar, também participou dos assassinatos. Ela teria sido a responsável por matar Kauany a facadas. Já Jocemar confessou ter matado Ariel, também com golpes de faca. A forma como o bebê foi morto ainda está sendo apurada pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP), pois o corpo da criança foi encontrado enrolado em um cobertor, sobre o corpo da mãe.
Jocemar foi preso em flagrante na terça-feira (22), após demonstrar nervosismo durante abordagem policial e confessar o crime. Inicialmente, ele tentou isentar a esposa, assumindo sozinho a autoria dos assassinatos. No entanto, mais tarde, Belisia também procurou a polícia e confessou seu envolvimento. A residência dela chegou a ser incendiada após a revelação do caso.
Além do casal, dois adolescentes de 15 e 17 anos foram apreendidos por participação no crime.
As vítimas foram mortas em um local previamente combinado, segundo a versão apresentada por Jocemar. Após os homicídios, os corpos foram transportados em um veículo e escondidos em uma vala, coberta por tábuas de madeira. Os corpos só foram localizados na terça-feira, após o próprio pai de santo conduzir os policiais até o local.
O casal deve responder por feminicídio triplamente qualificado, homicídio quadruplamente qualificado, corrupção de menores e, no caso de Jocemar, também por violação sexual mediante fraude. Até o momento, os dois ainda não possuem defesa constituída.
Entenda o caso
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