Em uma publicação nas redes sociais, Juliana agradeceu o apoio recebido desde que o caso veio à tona. “É um momento muito delicado e eu preciso focar na minha recuperação”, escreveu. A jovem também confirmou a veracidade de uma campanha online para arrecadação de fundos, organizada por amigas: “A vakinha é verdadeira e com minha autorização. Minhas amigas estão sendo minha rede de apoio.”
As imagens da câmera de segurança do elevador registraram a violência extrema. A vítima saiu do local com o rosto desfigurado e ensanguentado, sendo socorrida por vizinhos. Igor foi preso ainda no condomínio e será indiciado por tentativa de feminicídio.
Em depoimento à polícia, o agressor alegou ter tido um “surto claustrofóbico” no momento do ataque. Ele afirmou que o episódio teria sido provocado por um desentendimento com Juliana, que, segundo ele, não teria aberto o portão e a porta de casa, além de tê-lo xingado e rasgado sua camisa no interior do elevador.
A versão, no entanto, não convenceu as autoridades. Juliana relatou à polícia que já havia sofrido episódios anteriores de violência, incluindo empurrões e agressões psicológicas graves. Segundo o boletim, ela chegou a mencionar que havia conversado com Igor sobre a possibilidade de tirar a própria vida — e que ele teria incentivado essa ideia.
A jovem também contou que o relacionamento com Igor durava quase dois anos e que, apesar de saber que o namorado “não era a pessoa mais calma do mundo”, jamais imaginou que ele seria capaz de uma agressão tão violenta. “Foi uma grande decepção”, desabafou.
O caso gerou forte repercussão nas redes sociais e reacendeu discussões sobre violência contra a mulher e a necessidade de fortalecer políticas públicas de proteção e acolhimento às vítimas.
Entenda o caso
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