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sábado, 26 de setembro de 2026   Vale do Rio Pardo Indicadores atualizados Edição Digital
Especial

Farmacêutica destaca a importância da orientação para o uso seguro de medicamentos

No Dia Internacional do Farmacêutico, celebrado nesta sexta-feira, 25 de setembro, Katia Regina de Melo Dupont conta sua trajetória e alerta para dúvidas frequentes sobre horários, duração dos tratamentos e automedicação

 

Uma dúvida sobre o horário de tomar um remédio pode parecer pequena, mas esclarecê-la pode fazer diferença na segurança de um tratamento. É esse contato direto com os pacientes que motiva a farmacêutica Katia Regina de Melo Dupont, profissional que já atuou em Rio Pardo, Santa Cruz do Sul e Passo do Sobrado e hoje trabalha na Farmácia Catia.

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Neste 25 de setembro, Dia Internacional do Farmacêutico, ela chama a atenção para um aspecto do trabalho que vai além da entrega de medicamentos: ouvir o paciente, compreender como ele está seguindo o tratamento e oferecer orientações quando surgem dúvidas.

A escolha pela profissão começou ainda no Ensino Médio. Katia gostava de Biologia, Química e Física e tinha interesse pela área da saúde. Encontrou na Farmácia uma forma de reunir essas afinidades. Formou-se pela Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) no segundo semestre de 2009.

Durante a graduação, foi monitora em laboratórios de Biologia e Química dos cursos da área da saúde. Também trabalhou como atendente na Farmácia Municipal, experiência que, segundo ela, permitiu conhecer mais de perto a realidade dos pacientes e perceber a importância do farmacêutico no atendimento à população.

Em 2010, iniciou sua atuação como farmacêutica em farmácias comerciais. Ao longo da carreira, trabalhou em Rio Pardo, Santa Cruz do Sul e Passo do Sobrado. Também voltou a atuar na Farmácia Municipal, ampliando o contato com diferentes necessidades da comunidade.

“Somos profissionais que estamos diariamente em contato com os pacientes e, muitas vezes, somos uma das primeiras portas de acesso da população aos cuidados em saúde”, afirma. Para Katia, a maior satisfação da profissão está na possibilidade de ajudar as pessoas a utilizar os medicamentos de forma mais segura. “Muitas vezes, uma conversa, uma orientação ou o esclarecimento de uma dúvida pode fazer uma grande diferença.”

Dúvidas que aparecem no balcão

Entre as questões mais frequentes no atendimento, Katia aponta os horários de uso, a duração do tratamento e a possibilidade de tomar diferentes medicamentos ao mesmo tempo. Ela também encontra pacientes que interrompem o tratamento ao se sentirem melhor ou que usam remédios por conta própria, sem orientação profissional.

Outra dificuldade comum é compreender as informações da receita ou da embalagem. Nesses casos, a conversa com o farmacêutico ajuda a esclarecer o que foi prescrito e a evitar erros no uso do medicamento.

Katia relata que, ao longo da carreira, presenciou diversas situações em que uma orientação aparentemente simples contribuiu para a segurança do paciente. Em vez de citar um caso individual, ela descreve uma situação recorrente: durante o atendimento, descobre que a pessoa tem dúvidas sobre a forma de tomar um medicamento ou sobre seu uso junto com outros produtos.

“Procuro conversar com o paciente, entender como ele está utilizando os medicamentos e, quando necessário, orientar sobre a maneira correta de utilizá-los ou encaminhá-lo para avaliação médica”, explica. Para ela, estar acessível e atento é parte essencial do trabalho, pois uma dúvida não esclarecida pode trazer problemas maiores.

Farmácia como espaço de cuidado

A farmacêutica avalia que a população ainda conhece pouco a assistência que pode receber nesse atendimento. Além de esclarecer dúvidas, o profissional pode acompanhar o paciente, identificar possíveis problemas relacionados ao tratamento e atuar na promoção da saúde e na prevenção de doenças.

“A farmácia pode ser um espaço de cuidado e orientação em saúde, e não apenas um local onde se busca um medicamento”, ressalta. No Brasil, a Lei nº 13.021/2014 define a farmácia como unidade de prestação de serviços destinada à assistência farmacêutica, à assistência à saúde e à orientação sanitária.

Na avaliação de Katia, um dos desafios da profissão na região é ampliar o reconhecimento do farmacêutico como profissional de saúde. Ela também considera necessário reforçar a importância de buscar orientação antes de tomar medicamentos por conta própria. “Cada pessoa tem suas particularidades, utiliza outros medicamentos e pode apresentar diferentes condições de saúde. Por isso, o que funciona para uma pessoa nem sempre é adequado para outra”, alerta.

Aos leitores, deixa um convite para perguntar sempre que houver incerteza sobre um tratamento. “Não tenha receio de perguntar. Muitas vezes, uma orientação adequada pode fazer toda a diferença para que o tratamento seja mais seguro e eficaz.”

Depois de mais de 15 anos de atuação, Katia diz que a proximidade com as pessoas continua dando sentido à escolha que fez ainda na escola. “É uma responsabilidade muito grande, mas também uma profissão que me traz muita satisfação”, conclui.

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Tipo de conteúdo Notícia
Fonte/Origem Apuração/Redação
Autor Gazeta Popular
Atualização 26/09/2026 às 06:17
Categoria Especial
Leitura 4 min
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Entenda o caso

O que aconteceu?Farmacêutica destaca a importância da orientação para o uso seguro de medicamentos
Onde?Passo do Sobrado
Fonte da informaçãoRedação Gazeta Popular

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Fonte/OrigemApuração/Redação
Última atualização26/09/2026 às 06:17

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