Para Vale Verde chegar ao seu 27º aniversário os trabalhos começaram em dois de março de 1994, quando ocorreu a primeira reunião informal para tratar sobre a viabilidade de um movimento emancipacionista, de Vila Melos, então 5º Distrito de General Câmara. Em 16 de março aconteceu a 1ª Assembleia Geral onde compareceram 32 pessoas, que elegeram a seguinte comissão emancipacionista; Presidente: Bruno Seibert, Vice Presidente: Juarez Castagnino Dora, 1º Secretário: Sergio Célio Klamt, 2º Secretário: Arlindo Toillier, 1º Tesoureiro: Paulo Renato Meurer, 2º Tesoureiro: Roberto Froemming, Conselho Fiscal Titular: Hardwino Schuch, Clécio Hertz, Eloir Storch; Conselho Fiscal Supletes: Urbano Schulz, Enemar Dich e Walter Seno Mayer. Esta comissão ficou incumbida de protocolar na Assembleia Legislativa do Estado o pedido de emancipação do Distrito de Melos, marcar uma reunião com o Prefeito de General Câmara para delimitar o município que iria surgir e contava também com o interesse do Distrito de Monte Alegre de integrar a área a se emancipar de General Câmara.
Em 19 de abril daquele ano foi protocolado na Assembleia Legislativo o pedido de credencial com vistas a Emancipação de Vila Melos e Monte Alegre de General Câmara. Sendo em março de 1995 a credencial expedida para a comissão emancipacionista pelo então presidente da Assembleia Legislativa, José Otavio Germano. E em 27 de abril do mesmo ano foi encaminhada a solicitação para realização de um plebiscito visando referendar a Emancipação da área dos dois Distritos em um novo município, este plebiscito ocorreu em 22 de outubro daquele ano.
O QUE CONTINHA NOS DISTRITOS DE VILA MELOS E MONTE ALEGRE NO PERÍODO DA EMANCIPAÇÃO
Para confirmar que os Distritos de Vila Melos e Monte Alegre preenchiam todos os requisitos legais para a emancipação, a Comissão Emancipacionista relacionou estes itens junto a solicitação:
• 1981 eleitores divididos em 8 seções eleitorais.
• Núcleo urbano no distrito de Melos – Vila Melos com 184 prédios.
• 12 escolas, sendo 03 Estaduais e 09 Municipais, a Escola Estadual Curupaiti possuía 1º grau completo.
• 1 Posto de Saúde com atendimento médico e ambulatório dentário.
• 1 Posto do Banco do Brasil na sede de Vila Melos.
• Central telefônica na sede de Vila Melos com 49 ramais.
• Calçamento com paralelepípedo e rede de esgoto na Rua Assis Brasil, principal rua da sede de Vila Melos.
• Abastecimento de água potável através de uma Associação criada para este fim em 1973, que atende aproximadamente 145 famílias.
• Dois clubes de Futebol de Campo: Esporte Clube Vila Melos e o Esporte Clube Unidos.
• 01 Ginásio de Esportes – Comunidade Evangélica – no Centro de Vila Melos
• Centro de Cultura e Biblioteca Publica de Melos.
• 04 Igrejas, sendo a Igreja Evangélica de Confissão Luterana e a Igreja Católica São Francisco de Assis na sede de Vila Melos e a Igreja Católica São João Batista na localidade de Alto Vila Melos e a Igreja Católica Santo Antonio na localidade de Monte Alegre.
• 1.021 produtores rurais inscritos no ICMS.
• 57 prestadores de serviços.
• 37 estabelecimentos comercias.
• 07 estabelecimentos industriais.
• Ponto Turístico – Balneário Monte Alegre
• Produção Agropecuária elevada – Principais produtos: Arroz, fumo, milho, soja e bovinos.
No transporte o futuro município seria cortado na diagonal pela RS 405 e RS 244, sendo atravessado também pela Ferrovia Porto Alegre-Fronteira, e banhado no extremo sul pelo Rio Jacuí, sendo assim haveria facilidade de deslocamento.
Um dos principais motivos que apontavam para a emancipação era a distancia das localidades com a sede do Município em General Câmara, onde em alguns casos passava dos 60 km. E também a comprovação de que município com área territorial menor se desenvolve melhor e mais rápido, comprovado pelas emancipações que já haviam ocorrido. …
Em uma das reuniões da Comissão Emancipacionista, quando foi levantado a questão do nome do futuro município, a maioria decidiu por alterar o nome, pois mesmo que a sede fosse em Vila Melos, o novo município iria englobar dois distritos de nomes diferentes. Então foram sugeridos 06 possibilidades de nomes sendo eles: Monte Melos, Vale Alegre, Vale Dourado, Vale dos Dourados, Vale dos Melos e Vale Verde. E para decidir o dome a ser adotado, estes nomes foram levados aos alunos das escolas estaduais que representavam 70% do total de alunos da área a ser emancipada, para que os mesmos escolhessem o do nome do futuro município.
Votaram 212 alunos das Escolas Curupaiti, Amapá e João Pereira Garcia, destes o nome VALE VERDE recebeu 88 votos, 3 vezes mais que o segundo colocado VALE ALEGRE, com 29 votos.
A Comissão emancipacionista optou por escolher o nome desta forma por considerar uma forma democrática, e a escolha ser feita pelos alunos das escolas estaduais porque estas reuniam o maior numero de alunos e das mais diversas localidades da área a ser emancipada, e seriam os futuros cidadãos do novo município.
Depois de tramitar na Assembleia Legislativa, ter pareceres favoráveis, e cumprir todos os tramites necessários, foi aprovado e sancionado pelo então Governador Antonio Britto a Lei 10.657/95 que criou o Município de Vale Verde.
PRIMEIROS ADMINISTRADORES DE VALE VERDE
Em outubro de 1996 ocorreu o pleito municipal para eleger os primeiros administradores de Vale Verde. A disputa continha dois candidatos a Prefeito, sendo eles Hugo Froemming, homem conhecido da comunidade, com estabelecimento comercial já tradicional na então Vila Melos e Paulo Roberto Ramé figura política já tendo sido prefeito do município mãe General Câmara. Hugo Froemming concorreu pela coligação PPB/PTB sendo eleito com 913 votos, derrotando Paulo Roberto Ramé que concorreu pela coligação PDT/PMDB e obteve 811 votos. Os vereadores eleitos para a primeira Legislatura de Vale Verde foram Carlos Augusto Freitas de Quadros (PPB) 135 votos, Clecio Francisco Severo Hertz (PDT/PMDB) 130 votos, Otomar da Silva Araujo (PPB) 114 votos, Eloir Storch (PTB) 114 votos, Walter Kappel (PDT/PMDB) 105 votos, Emir Rosa da Silva (PDT/PMDB) 96 votos, Rudi Antonio Fischer (PDT/PMDB) 92 votos, Jucimar de Fatima da Silva Dutra (PDT/PMDB) 88 votos e Elisa Weber Severo (PPB) 75 votos. A Câmara de Vereadores de Vale Verde teve como seu 1º Presidente Clécio Francisco Severo Hertz.
OPINIÃO: SE EMANCIPAR FOI BOM? COM CERTEZA!
Cada um tem o direito a ter sua opinião, mas do meu ponto de vista basta compararmos como era a infraestrutura dos Distritos de Vila Melos e Monte Alegre antes da emancipação, com a que apresentam hoje. Recordar é viver, e ambos os Distritos tem uma História farta, Vila Melos com a colonização alemã e Monte Alegre com a colonização luso-açoriana, mas a junção de ambos para se emancipar resultou em progresso e desenvolvimento.
Vale Verde é um município em desenvolvimento, em todos os aspectos. Comparar o que conquistamos nesses 27 anos, com o que tínhamos antes da emancipação é fácil, assim como imaginar como estaríamos se continuássemos distritos. Os serviços públicos melhoraram muito com a emancipação, hoje Vale Verde é referência em saúde básica, em educação, no Programa de Educação Fiscal, praticamente todas as ruas do perímetro urbano estão asfaltadas, mantemos um aumento constante no índice de retorno de ICMS.
A emancipação nos fez crescer, e ainda somos um município jovem de apenas 27 anos capaz de evoluir e progredir muito mais, de mostrar para aqueles que acreditaram que emancipar era possível que valeu cada esforço. Um município forte, ativo e promissor se conquista com o trabalho e empenho de todos. Cada munícipe tem sua importância para a história de Vale Verde, cada um contribui do seu jeito, e se todos contribuírem juntos o resultado será melhor e mais rápido.
Parabéns a todos aqueles que ali no passado acreditaram e participaram da emancipação, parabéns aos que hoje acreditam e participam do desenvolvimento, e parabéns a todos os que acreditam e trabalham para um futuro promissor para o nosso município de Vale Verde.
Entenda o caso
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