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Lula Assina MP com Reajuste de 5,4% para Professores e Cria Nova Regra de Correção

Estados e Municípios: Devem agora publicar decretos próprios para adequar suas folhas de pagamento ao novo piso nacional.

Por Gazeta Popular • Publicado em 22/01/2026 às 06:04

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta quarta-feira (21 de janeiro de 2026), uma Medida Provisória (MP) que estabelece o novo piso salarial nacional do magistério em R$ 5.130,63. O reajuste de 5,4% para 2026 não apenas eleva o vencimento inicial da categoria, mas altera permanentemente a fórmula de correção anual, garantindo que o aumento seja sempre superior à inflação.

A decisão foi tomada em caráter de urgência para evitar um cenário crítico: pela regra anterior, baseada estritamente no Valor Aluno Ano (VAAF) do Fundeb, o reajuste para 2026 seria de apenas 0,37% (cerca de R$ 18,00), valor que ficaria drasticamente abaixo da inflação de 2025 (3,9%).

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A Nova Fórmula: Fim da Incerteza

A MP introduz um mecanismo de correção híbrido. A partir de agora, o cálculo do piso considerará:

  1. Reposição Integral da Inflação: O índice nunca será inferior ao INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do ano anterior.

  2. Ganho Real: Soma-se à inflação 50% da média da variação real da receita do Fundeb.

Com essa mudança, o governo busca dar previsibilidade aos orçamentos municipais e estaduais, evitando os picos de reajuste (como os 33,2% em 2022) e as quedas acentuadas que prejudicavam o poder de compra dos docentes.

Impacto no Bolso do Professor

O novo valor é válido para profissionais da rede pública com jornada de 40 horas semanais. Veja a evolução recente:

Ano Valor do Piso Reajuste
2024 R$ 4.580,57 3,62%
2025 R$ 4.867,77 6,27%
2026 R$ 5.130,63 5,40%

Nota: O reajuste de 2026 representa um ganho real de 1,5% acima da inflação do ano passado.


Reações e Próximos Passos

O ministro da Educação, Camilo Santana, destacou que a medida cumpre uma meta do Plano Nacional de Educação (PNE). “Não poderíamos aceitar um reajuste de 0,37%. O professor precisa de valorização real para que a educação básica avance”, afirmou.

Por outro lado, frentes municipalistas expressaram preocupação com o impacto fiscal. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) argumenta que o novo critério pode sobrecarregar cidades que já operam no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal, defendendo que a União amplie sua complementação financeira ao Fundeb para custear o aumento.

O que acontece agora?

  • Vigência Imediata: Por ser uma MP, o novo valor já está valendo.

  • Congresso Nacional: O texto será analisado por deputados e senadores, que têm até 120 dias para aprovar a medida e transformá-la em lei definitiva.

  • Estados e Municípios: Devem agora publicar decretos próprios para adequar suas folhas de pagamento ao novo piso nacional.

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22/01/2026 | gazetapopular.com