Em seguida, mencionou notícias que acompanhou recentemente: um caso no Maranhão, em que um idoso foi abandonado pelo próprio irmão, e outro em Porto Alegre, onde um filho teria deixado o pai à própria sorte. O vereador ressaltou a necessidade de maior atenção ao amparo dos idosos e disse ter conversado com um assessor em Brasília sobre a busca de recursos nessa área, frisando que a situação “não anda como deveria”. Ele também destacou a iniciativa da vereadora Tânia, que acolheu um idoso em situação de vulnerabilidade, mas observou que não há locais acessíveis financeiramente para esse tipo de atendimento.
Evaldir ainda comentou sobre suas indicações apresentadas na Câmara. Entre elas, citou o pedido de reajuste do vale-feira destinado aos servidores municipais, atualmente no valor de R$ 50, sem atualização desde sua criação. Segundo ele, o benefício é importante não apenas para os funcionários públicos, mas também para fortalecer os produtores rurais e a cadeia produtiva do município. O vereador lembrou que feirantes solicitaram estruturas de proteção com banners para se resguardarem da chuva e do vento durante os dias de feira, medida que, em sua avaliação, contribuirá com a agricultura familiar e com as cooperativas. Reforçou ainda que o deputado Heitor Schuch já destinou, pelo segundo ano consecutivo, recursos para apoiar as cooperativas locais.
Ao tratar de sua postura política, Evaldir afirmou que desde o início do mandato os vereadores têm mostrado divisões internas. Disse ser crítico e que levou para a tribuna um pouco da experiência adquirida em seus tempos de rádio. Reconheceu, porém, que diante das mudanças políticas e de decisões judiciais recentes, repensou algumas posições. “Embora isso não queira dizer de maneira alguma que eu amarelei”, frisou, reforçando que apoiará tudo o que considerar benéfico para o município e se posicionará contra o que julgar prejudicial.
Em seu espaço de liderança, Evaldir lembrou que, no início do ano, o deputado Heitor Schuch o questionou se realmente valia a pena manter conflitos políticos, fazendo uma analogia ao atual momento da administração municipal. O vereador também recordou a citação que fez, na semana anterior, do filósofo Sócrates: “é mais sábio mudar de ideia do que permanecer obstinado na ignorância”.
Ao analisar os 33 anos de história administrativa, mencionou gestões anteriores e trouxe à tona a situação do Ginásio Ernani Weber. Ressaltou que sua posição não é contra os trabalhadores da empresa envolvida, pois jamais poderia se opor a quem depende do emprego. Avaliou que o setor calçadista, constantemente afetado por fechamentos de empresas, precisa de atenção, e destacou que não pretende penalizar cidadãos que sobrevivem com um salário mínimo. “Me enquadro na categoria de vereadores que recebem mais de dez mil reais por mês, mas não se trata de apoiar ou criticar patrões; trata-se de evitar que a população perca postos de trabalho”, finalizou.
Desejando uma boa noite a todos, encerrou sua manifestação.
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