Primeiro pontífice latino-americano e também o primeiro jesuíta a ocupar o trono de São Pedro, Jorge Mario Bergoglio foi internado no início de março com um quadro de pneumonia bilateral, permanecendo hospitalizado por 38 dias no Hospital Universitário Gemelli, em Roma. Embora tenha recebido alta recentemente, sua saúde seguia debilitada.
Segundo seu médico pessoal, Dr. Sergio Alfieri, Francisco havia solicitado que não fossem realizados procedimentos invasivos e desejava permanecer em sua residência. Foi encontrado em coma profundo por volta das 5h30 da manhã e faleceu pouco depois, às 7h35, cercado por membros próximos de sua equipe pastoral.
No domingo anterior à sua morte, o Papa participou da celebração da Páscoa na Praça de São Pedro, demonstrando serenidade e fé até os últimos momentos de vida pública.
O funeral do pontífice será realizado no sábado (26), às 10h, na Praça de São Pedro, presidido pelo cardeal Giovanni Battista Re. Francisco será sepultado na Basílica de Santa Maria Maior, uma escolha pessoal que simboliza sua devoção mariana e sua simplicidade. A sepultura, segundo informações do Vaticano, será uma laje de mármore branco, com a inscrição “FRANCISCUS” e uma réplica de sua cruz peitoral.
Durante seus 12 anos de pontificado, Francisco foi reconhecido por uma postura pastoral centrada na misericórdia, inclusão e compromisso com os pobres. Reformou setores da Cúria Romana, defendeu políticas ambientais com a encíclica Laudato Si’ e combateu com firmeza os casos de abusos dentro da Igreja.
Com sua morte, inicia-se o período conhecido como sede vacante, até que um novo pontífice seja eleito em conclave pelo Colégio de Cardeais. Enquanto isso, fiéis de todo o mundo rendem homenagens ao papa que procurou aproximar a Igreja das periferias, não apenas geográficas, mas existenciais.
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