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sábado, 04 de julho de 2026   Vale do Rio Pardo Indicadores atualizados Edição Digital
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Categoria Memórias: À beira do fogo

2º lugar foi conquistado por Lavínia Dich Carvalho, também da Escola Curupaiti, orientada por Alexandra Rosa, com o texto “À beira do fogo”. À beira do fogo Tenho muitas recordações lindas da minha infância, que aconteceram na escola e ao lado da minha família. Lembro-me de...

Alexandra Rosa, com o texto

“À beira do fogo”.

 

À beira do fogo

Tenho muitas recordações lindas da minha infância, que aconteceram na escola e ao lado da minha família.

Lembro-me de brincar com meus seis irmãos, mas o que mais me emociona é recordar as histórias contadas por meu pai, à beira do fogão à lenha, sendo iluminada apenas pela luz do fogo. De todos os contos, os que mais gostava eram os de Pedro Malasartes, ficava deslumbrada, adorava e imaginava o mundo através das palavras ditas pelo meu velho. Quando aprendi a ler, trazia os livros da escola para lermos à noite, ao redor do calor, com a claridade das chamas ao queimar a lenha.

Comecei a frequentar a escola aos sete anos, a Escola Nero Pereira de Freitas, que ficava a mais ou menos dois quilômetros de minha casa, onde, mesmo tendo que ir a pé, eu adorava ir à aula, ia toda faceira. Minha professora, a senhora Nadir Azeredo de Mello, era magnífica, me alfabetizou com muita calma e tranquilidade, marcando para sempre minha vida.

Lembro com carinho das bolsinhas que minha mãe costurava para carregar meu material escolar, comprado com muito suor por meu pai, no mercado do seu Hugo Froemming. Tinha poucas coisas, mas para mim era muito. Sou grata por meus pais conseguirem me dar roupa e calçados, mesmo que simples, pois sabia que tudo que nos davam era com muito sacrifício, pois via outras crianças de chinelo ou pés descalços, pois não tinham o que vestir e calçar.

No colégio, nossa professora tinha muitas funções, além de atender turmas multisseriadas. Eram tempos difíceis, comparados a hoje, mas tenho saudade, adorava ir à aula, aprender coisas novas, conversar com os colegas, brincar no recreio de tagalante e dezoito. Era tudo muito simples, quadro negro, giz e poucos livros.

Aquela escola, ainda existe, não no mesmo lugar, mas quando passo no local onde a Nero começou, lembro-me de muitas gerações que por lá passaram.

Hoje, desejo que meus netos estudem, que tenham as asas que não tive, construam um futuro, para que assim como eu, tenham uma história muito bonita para ser contada à beira do fogo.

 

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Tipo de conteúdo Notícia
Fonte/Origem Apuração/Redação
Autor Gazeta Popular
Atualização 24/10/2025 às 20:18
Categoria Edição em Texto
Cidade Vale Verde
Leitura 2 min
Extensão 397 palavras
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O que aconteceu?Categoria Memórias: À beira do fogo
Onde?Local não informado
Fonte da informaçãoRedação Gazeta Popular

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Fonte/OrigemApuração/Redação
Última atualização24/10/2025 às 20:18

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