2º lugar ficou
João Victor Gonçalves Dieterich,
da EMEF Nero Pereira de Freitas,
orientado por
Carolina Hertz, com o texto
“A teoria da relatividade do recreio”.
A Teoria da Relatividade do Recreio
Acordo de manhã em Vale Verde, ainda com sono, pego o ônibus do Vanderlei e vou pra escola. Parece que o dia vai ser normal, tudo no tempo certo… mas é só chegar o recreio que a perspectiva muda. O tempo simplesmente enlouquece.
Albert Einstein nunca estudou na escola Nero. Se tivesse estudado, com certeza teria criado outra teoria: a do recreio. Porque, olha… Os vinte minutos no relógio da sala são vinte minutos. Mas no relógio do recreio… são DOIS segundos.
O sinal toca às 9h55 e a gente sai da sala como se fosse uma corrida olímpica. Fome atacando, coração acelerado. Chegar até o refeitório já é missão especial: desviar dos alunos mais lentos, chegar rápido para não pegar fila e achar um lugar para se sentar. Isso tudo já leva uns 5 minutos (no tempo real que é o equivalente a 30 segundos de recreio).
Depois, vem o momento sagrado: o lanche. O movimento da Tia Marione entregando a merenda parece ser em câmera lenta, a gente pega o lanche, dá três mordidas… e já acabou. Enquanto mastigo o último pedaço do meu pão com chimia, olho pro lado e meu amigo João já grita:
— “Vamos lá conversar com as gurias!”.
A gente mal chegou, mal sentou, mal falou “Oi, gente!” e… BREEEEEMMM! O sinal toca de novo.
COMO ASSIM? Já é 10h15? Mas eu nem terminei a história do fim de semana! Nem consegui descobrir a fofoca por inteiro! Nem gastei saliva! Einstein dizia que o tempo é relativo. Mas ele nunca explicou por que a aula de matemática do professor Gabriel dura três anos e o recreio inteiro passa em dois piscares de olhos. Se esse cara fosse aluno aqui da escola, teria mudado toda a física.
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