O documento manifesta apoio às lideranças brasileiras presentes no evento – entre elas secretários, deputados estaduais e federais, prefeitos e representantes de entidades ligadas ao setor –, que atuam em defesa da cadeia produtiva do tabaco, atividade fundamental para municípios do Vale do Rio Pardo e região, incluindo Vale Verde.
Setor estratégico para Vale Verde
Na justificativa, a vereadora Patrícia destacou que o tabaco é uma das principais bases econômicas do município, de perfil eminentemente rural. Para centenas de famílias, a fumicultura representa a principal fonte de renda, sustentando pequenos e médios produtores que, segundo ela, não possuem alternativas econômicas viáveis no mesmo nível de retorno.
A vereadora ressaltou ainda que a cadeia produtiva gera “inúmeros empregos diretos e indiretos”, movimenta a economia local e contribui para o bem-estar social de diversas comunidades. Por isso, defende que o debate internacional sobre o setor deve ocorrer de maneira equilibrada, reconhecendo sua importância econômica e social.
Críticas à condução da COP11
Em manifestação durante a sessão, Patrícia Gerherdt fez críticas à forma como a comitiva brasileira foi tratada no primeiro dia da conferência, ao ser impedida de ingressar no evento.
“É lamentável que, se tratando de um evento público organizado pela ONU, a comitiva brasileira tenha sido barrada. Dois Brasis embarcaram: um que defende a fumicultura e outro que é contra. Mas quem trabalha na lavoura ficou do lado de fora.”
A vereadora também questionou as pautas debatidas na conferência, como o possível banimento dos filtros de cigarro e propostas relacionadas ao impacto ambiental da produção de tabaco. Ela lembrou que o setor já possui forte fiscalização e normas rígidas.
“Querem criminalizar o produtor pelo meio ambiente, mas o agricultor é o que mais protege. Existe sistema integrado, fiscalização da madeira usada na cura, controle sobre trabalho infantil, sobre diaristas, sobre descarte de embalagens. O produtor é fiscalizado em tudo que faz.”
Patrícia afirmou que, mais uma vez, o agricultor é colocado como vilão, quando deveria ser valorizado.
“Produtor rural merece incentivo e não perseguição. Quem está em Genebra discutindo não conhece a realidade das famílias. Quantas vidas foram transformadas pelo tabaco? Quantas casas construídas, filhos formados, famílias sustentadas?”
Apoio dos demais vereadores
Todos os vereadores presentes se manifestaram favoráveis à moção, elogiando a iniciativa da colega e reforçando a importância do setor para o desenvolvimento de Vale Verde. Entre os subscritores estão parlamentares de diferentes partidos: Progressistas, MDB, PDT, PL e PSB, demonstrando ampla convergência em defesa da fumicultura.
A moção foi aprovada por unanimidade e será enviada ao Governo do Estado como sinal de apoio institucional de Vale Verde à comitiva brasileira na COP11 e à defesa da cadeia produtiva do tabaco.
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