Uma risada entre amigos e uma brincadeira à beira do leito têm algo em comum. As duas podem abrir espaço para uma conversa e aliviar a tensão do momento. Lembrado no Brasil nesta sexta-feira, 6 de novembro, o Dia Nacional do Riso põe em pauta o lugar do humor na convivência e o que a ciência já observou sobre a resposta do corpo ao riso.
O que a ciência observou
Uma revisão publicada em 2023 na revista científica PLOS ONE reuniu oito estudos com 315 participantes. Em cinco deles, a atividade consistia em assistir a vídeos de humor. Na análise conjunta, os pesquisadores observaram uma queda nos níveis de cortisol, hormônio envolvido na resposta ao estresse, entre os participantes das atividades que estimulavam o riso, em comparação com os grupos de controle.
Os estudos tinham amostras pequenas e usaram atividades de diferentes tipos e durações. Os autores apontam que novas pesquisas são necessárias para saber se o efeito observado se mantém a longo prazo e se pode ter aplicação em situações clínicas específicas.
Da roda de riso aos corredores do hospital
Uma das iniciativas que popularizaram o riso em grupo surgiu em 1995, em Mumbai, na Índia. Criado pelo médico Madan Kataria, o Yoga do Riso combina exercícios de riso com respiração e brincadeiras. A proposta é começar a rir de forma voluntária e deixar que a interação do grupo dê espaço à risada espontânea. Kataria também criou o Dia Mundial do Riso, em 1998.
No Brasil, a arte do palhaço ganhou espaço nos hospitais com os Doutores da Alegria. Fundada em 1991 pelo ator Wellington Nogueira, a organização realiza intervenções artísticas em hospitais públicos, onde as brincadeiras envolvem crianças, adolescentes, familiares e equipes de saúde. Entre exames e procedimentos, a visita dos artistas abre espaço para brincar e conviver em uma rotina marcada pelos cuidados de saúde.


