* É carnaval…
É isso aí amigo leitor. Dando continuidade ao inexorável ciclo de sucessão dos tempos, já estamos em época de Carnaval (de novo).
Sem dúvida é uma das maiores, senão a maior, das festas populares brasileiras. De norte a sul as manifestações culturais se fazem sentir. No mundo de uma forma geral, guardadas as especificidades de cada país, assim como se a guarda nas diferenças regionais brasileiras, o Carnaval também é momento de festa, alegria, descontração e comemorações.
Aqui no Brasil o Carnaval, trazido pelos europeus no início da colonização, em especial os portugueses, mesclou-se com elementos da cultura indígena e da cultura negra, entre tantos outros, dando origem a esse espetáculo que hoje vemos: escolas de samba, blocos de rua, baterias, fantasias, música, muita música, festas em clubes, na rua, na praia, etc. E como eu disse, tudo isso respeitando as nuances e particularidades de cada estado, região, cidade. Tem de tudo e tem para todos.
Que comece a diversão! (Em algumas regiões brasileiras ela já começou faz tempo – não contém ironia…ahahahahah).
* Porém (sempre há poréns)…
Na mesma e direta proporção que o Carnaval suscita alegria, diversão, comemoração à vida, é um período em que as estatísticas, sempre elas, apontam para a ocorrência de situações, digamos, não muito festivas.
A principal dessas situações é, obviamente, o trânsito, pois a associação direção-estrada-bebida que é, no Brasil, infelizmente, a causa da maioria dos acidentes que ocorrem em nossas estradas e rodovias, no Carnaval aumentam sempre essas estatísticas.
Infelizmente as políticas públicas de educação de motoristas para o trânsito não têm dado muito certo no Brasil: as pessoas continuam bebendo e dirigindo, como se isso fosse a coisa mais natural do mundo. Claro que isso não acontece só no Carnaval. Basta dar uma volta em nossas cidades à noite, após uma festa ou baile, por exemplo, para se constatar que bêbados dirigindo é uma regra, não a exceção. Mas é nesse período de Carnaval que esses crimes (que não são acidentes) se potencializam.
E a turma ainda fica brava quando a polícia resolve intervir e fazer blitz de fiscalização…
Ah, amigo leitor, para fins de “enquadramento legal” não faz diferença se tu bebeu um pouquinho ou um pouquinho bastante. Tudo é criminoso, ok?
Felizmente há um bloco de Carnaval que está a postos para esse momento: médicos, enfermeiros, socorristas, bombeiros, policiais, a turma da limpeza capitaneada pelos garis, motoristas de ambulância, guarda-vidas (que já estão a postos desde o início da temporada de verão), etc. Esses veem a demanda de seus serviços ampliada exponencialmente no período de Carnaval.
* Moderação
Este é o ponto! A gente pode se divertir, pode comemorar, pode até sair um pouquinho do eixo, desde que moderadamente, com respeito e responsabilidade. O que não podemos é nos exceder ao ponto de perder a noção do ridículo e, pior, pôr em risco a vida das pessoas.
Tudo seria muito mais fácil se as pessoas usassem mais o bom senso, certo?
* Palavras de ordem para o Carnaval (não necessariamente em ordem de importância)
Responsabilidade.
Respeito, educação e consideração.
Não é não!
Beba menos, beba melhor.
Se for dirigir, não beba.
Bom fim de semana e até à próxima, se Deus quiser.
PS. Como dito, se for dirigir, não beba; se for beber… ahahahahah
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