O Conselho Tutelar de Venâncio Aires registrou 4.254 atendimentos em 2026, até outubro, superando em aproximadamente 25,4% os 3.393 contabilizados durante todo o ano de 2025. No ano passado, o volume já havia apresentado crescimento de 31% em relação a 2024. Os dados evidenciam a demanda pelos serviços de proteção e reforçam a importância da articulação entre os órgãos responsáveis pelo atendimento de crianças e adolescentes.
Nesse contexto, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdica) promove duas capacitações relacionadas à construção do Plano Municipal de Proteção a Crianças e Adolescentes Vítimas ou Testemunhas de Violência. Os encontros serão abertos aos profissionais da Rede de Proteção e à comunidade em geral.
A primeira atividade ocorrerá no dia 29 de outubro, às 13h30, na Câmara de Vereadores, com o tema “Fundamentos jurídicos e técnicos da Escuta Especializada”. A proposta é apresentar os conceitos e fundamentos que orientam esse atendimento, ampliando a compreensão sobre seu papel na proteção de crianças e adolescentes.
A segunda capacitação está marcada para 24 de novembro, também às 13h30, na Câmara de Vereadores. Com o tema “Aplicação prática dos fluxos e protocolos municipais”, o encontro abordará os procedimentos que estão sendo construídos no município para orientar o atendimento e o encaminhamento das situações de violência.
As atividades integram o processo de elaboração do Plano Municipal, que busca definir procedimentos, responsabilidades e formas de articulação entre os diferentes serviços. O objetivo é fortalecer a capacidade da rede de acolher, orientar e encaminhar cada situação de maneira adequada, evitando a revitimização e assegurando a garantia de direitos.
A participação da comunidade também faz parte dessa construção. Além da atuação dos serviços públicos, o acesso à informação pode contribuir para reconhecer situações de risco e buscar ajuda, aproximando a população das iniciativas de prevenção e proteção.
Os números apresentados se referem a atendimentos do Conselho Tutelar e não devem ser interpretados como quantidade de vítimas ou de casos distintos de violência.

