O Município sofreu por longo período – desde novembro de 2019 – com a falta de chuvas, acumulando perdas importantes para a cadeia rural e prejuízos na economia, calculados pela Emater/Ascar – RS, chegando a cerca de R$ 108 milhões.
Ao longo dos cinco meses várias ações emergenciais foram executadas com a finalidade de amenizar os danos causados pela falta de água nas propriedades rurais, atingindo também a área urbana com vedações dispostas no decreto como a utilização de água potável da rede pública e de poços artesianos para os fins de lavagem de veículos automotores de quaisquer espécies, assim como para lavagem de calçadas. A Secretaria de Meio Ambiente, através do setor de Fiscalização Ambiental, aplicou no período 50 advertências, por uso indevido.
Em abril uma barragem de contenção de água nas proximidades do ponto de captação pelas bombas da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) foi construída emergencialmente como forma paliativa de acúmulo e elevação do volume cúbico no leito, já que o nível estava abaixo do normal para manter o Município sem racionamentos.
Na semana passada, Venâncio registrou precipitação acima dos 75 milímetros, durante três dias de chuvas, trazendo um alento junto à realidade anterior do Arroio Castelhano, principal fonte de abastecimento para toda a região urbana. No decorrer dos dias e passando por avaliações in loco debatidas nas reuniões semanais do Comitê, o Decreto foi se readequando conforme as análises técnicas. Os prognósticos meteorológicos dos Centros Climáticos do Estado apontam para mais chuvas para a região a partir desta quinta-feira.
A Secretaria de Desenvolvimento Rural, responsável por receber e realizar o abastecimento de água nas propriedades mais atingidas pela estiagem no interior de Venâncio continuará com os serviços de entrega com os caminhões Pipa, ainda que o volume de solicitações tenha diminuído consideravelmente.
Já nas ações que competem ao uso de maquinário da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos, haverá um replanejamento nas demandas ligadas ainda aos assuntos debatidos ao longo da existência do Comitê.
Venâncio Aires, ao contrário do ano passado, que nos meses de setembro e outubro, acumulou um percentual alto de chuvas e preocupou os órgãos responsáveis pelo bem e cuidado humano, neste período de estiagem, viu-se em escassez com o bem que hidrata o corpo e a terra. Para o Chefe do Executivo Municipal, Giovane Wickert, este foi um período pesado de muita união, esforço, trabalho e concentração de forças e súplicas para que a chuva viesse em quantidade suficiente para amenizar a preocupação de todos. “As perdas na nossa agricultura são irreversíveis. Mais de R$ 108 milhões. O investimento aplicado pelo agricultor que esperava colher melhor que na última safra secou assim como solo fértil que ele preparou com tanto carinho. Todo o comitê não mediu esforços e trabalhou pesado, atendendo as solicitações de água, buscando recursos com o Governo Federal e Estadual. Temos a sã consciência de que ainda não está bom, falta mais chuva, principalmente em áreas do nosso interior. E é por isso que continuaremos atentos e prontos para retornar novamente, caso seja necessário”, conclui.
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