← Voltar à matéria

Para baixar, escolha “Salvar como PDF” no destino da impressão. Papel A4; escala 100%.

Comercialização mais lenta e queda nas exportações pautam reunião da Câmara Setorial do Tabaco

Safra 2025/2026 já teve 91,7% do volume negociado no Sul, mas o índice no Rio Grande do Sul é de 82,7%; mercado externo enfrenta maior oferta mundial.

Por Gazeta Popular • Publicado em 17/07/2026 às 17:05

A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco realizou, na quarta-feira, 15 de julho, sua 80ª Reunião Ordinária, em formato híbrido. Representantes das entidades ligadas à produção, indústria e trabalhadores rurais analisaram o andamento da safra 2025/2026, a comercialização, as exportações brasileiras e as mobilizações em defesa do setor.

Presidido por Romeu Schneider, o encontro destacou a presença da cultura em 528 dos 1.191 municípios dos três estados do Sul. O Rio Grande do Sul reúne 205 municípios produtores, seguido por Santa Catarina, com 188, e Paraná, com 135.

📢 Acompanhe a Gazeta PopularNotícias de Passo do Sobrado, Vale Verde e região em tempo real.
👉 Seguir no Facebook📣 Canal

O presidente da Afubra, Marcílio Drescher, apresentou os números mais recentes da comercialização. Até 11 de julho, 91,7% da safra sul-brasileira havia sido vendida. O percentual, no entanto, varia de forma significativa entre os estados: chega a 99% no Paraná, a 98,1% em Santa Catarina e a 82,7% no Rio Grande do Sul. No mesmo período da safra anterior, o índice geral já era de 98,8%, indicando ritmo mais lento nas negociações neste ciclo.

Em relação à produção, a estimativa para o tabaco Virgínia na safra 2025/2026 é de 620 mil toneladas, abaixo das 648 mil toneladas colhidas no ciclo anterior. O preço médio projetado é de R$ 19,25 por quilo, inferior aos R$ 20,56 registrados em 2024/2025 e ao recorde de R$ 23,52 na safra 2023/2024, mas ainda em um patamar superior ao de anos anteriores.

No caso do Burley, a previsão é de 55 mil toneladas e preço médio de R$ 14,99 por quilo. A variedade teve redução expressiva de produção ao longo da última década, atingindo 38 mil toneladas em 2023/2024, quando o valor pago ao produtor alcançou R$ 20,45 por quilo.

Exportações recuam no semestre

O presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, apresentou o cenário do comércio exterior. De janeiro a junho de 2026, o Brasil exportou 173.608 toneladas de tabaco, queda de 15,94% em comparação com o mesmo período de 2025. A receita atingiu US$ 1,07 bilhão, redução de 21,42%.

Segundo a avaliação apresentada na reunião, o recuo está relacionado ao aumento da oferta internacional, especialmente em países africanos, que ampliaram sua produção em cerca de 700 mil toneladas nos últimos três anos. O volume adicional pressiona os preços e reduz a procura pelo produto brasileiro.

Na data da reunião, o setor também acompanhava a possibilidade de tarifas adicionais dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O país responde, em média, por 9% das compras externas de tabaco brasileiro e esteve entre os principais destinos do produto no primeiro semestre, ao lado de Bélgica, China, Indonésia, Vietnã e Turquia.

A expectativa do SindiTabaco é de que as exportações brasileiras retornem a um patamar próximo à média dos últimos cinco anos, em torno de US$ 2,6 bilhões, abaixo do recorde aproximado de US$ 3,4 bilhões alcançado em 2025.

Mobilização política e próxima reunião

A programação também incluiu balanço das agendas realizadas em Brasília e da participação na Expotchê. Gilson Becker, presidente da Amprotabaco, ressaltou a necessidade de manter o tema presente no centro das decisões políticas do país. Rangel Marcon, da Fentitabaco, relatou os resultados dos seminários regionais e de audiência pública promovidos em conjunto com a Amprotabaco.

Instalada em 2003, em Santa Cruz do Sul, a Câmara Setorial é um fórum consultivo vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária. O colegiado reúne representantes dos diferentes elos da cadeia para debater temas estratégicos e propor encaminhamentos voltados à competitividade, sustentabilidade e desenvolvimento da atividade. A próxima — e última — reunião ordinária do ano está marcada para 11 de novembro.

Comercialização mais lenta e queda nas exportações pautam reunião da Câmara Setorial do Tabaco
Divulgação
Comercialização mais lenta e queda nas exportações pautam reunião da Câmara Setorial do Tabaco
Divulgação
Comercialização mais lenta e queda nas exportações pautam reunião da Câmara Setorial do Tabaco
Divulgação

Leia também

  • Cadeia do tabaco debate perspectivas econômicas e impactos da reforma tributária em Venâncio Aires
  • Vera Cruz sediará abertura oficial da colheita do tabaco em 6 de novembro
  • Venâncio Aires é o quinto maior produtor de tabaco do Brasil; Vale do Rio Pardo tem quatro municípios entre os 30 primeiros
— Leia a matéria originalhttps://gazetapopular.com/tabaco/comercializacao-mais-lenta-e-queda-nas-exportacoes-pautam-reuniao-da-camara-setorial-do-tabaco/

Acesse o link ou escaneie o QR Code para consultar a publicação e suas atualizações.

17/07/2026 | gazetapopular.com