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sexta-feira, 18 de setembro de 2026   Vale do Rio Pardo Indicadores atualizados Edição Digital
Tabaco

Comercialização da safra de tabaco chega a 65% no RS; quase 98 mil toneladas ainda aguardam venda

Preços entre R$ 250 e R$ 300 por arroba aumentam a cautela dos produtores, enquanto projeções iniciais indicam redução na área cultivada na próxima safra

A comercialização da safra 2025/2026 de tabaco avançou na primeira quinzena de julho, mas ainda ocorre em ritmo considerado lento no Rio Grande do Sul. Conforme o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, cerca de 65% da produção gaúcha já havia sido comercializada até a semana encerrada em 9 de julho.

A estimativa inicial da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) aponta uma produção de aproximadamente 279,8 mil toneladas no Rio Grande do Sul, considerando os tipos Virgínia, Burley e Comum. Com base nesse volume, cerca de 181,9 mil toneladas já teriam sido vendidas, enquanto aproximadamente 97,9 mil toneladas ainda aguardariam comercialização.

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Levantamento anterior da Afubra, divulgado no início de julho, indicava percentual de comercialização de 67,9% no Estado. A diferença em relação aos 65% informados pela Emater pode estar relacionada ao período de coleta e aos critérios utilizados por cada entidade. Os dados, entretanto, confirmam que aproximadamente dois terços da produção já foram negociados e que ainda existe um volume expressivo nos galpões dos produtores.

Preços seguem abaixo da expectativa

Segundo a Emater/RS-Ascar, os preços praticados variam entre R$ 250 e R$ 300 por arroba de folhas secas, conforme a classificação do produto. A remuneração é considerada abaixo da expectativa dos fumicultores, que aguardam valores melhores para concluir a entrega da produção.

A comercialização também é afetada pelo comportamento mais cauteloso dos produtores. Muitos agricultores estão segurando parte do tabaco na expectativa de uma melhora nas cotações. No Baixo Vale do Rio Pardo, onde o plantio da próxima safra já começou, a Emater estima uma área cultivada de aproximadamente 67 mil hectares.

A situação ocorre em um cenário de preocupação para a cadeia produtiva. Além dos preços considerados baixos, os produtores enfrentam custos elevados, incertezas no mercado internacional e dificuldades relacionadas à classificação e ao ritmo de compra das indústrias.

Expectativa para a safra 2026/2027

A formação das mudas para a safra 2026/2027 já começou em algumas regiões do Estado. Em Pelotas, os produtores iniciaram a semeadura no sistema floating. No Vale do Rio Pardo, algumas áreas já receberam o plantio das mudas no campo, enquanto outras regiões ainda estão preparando canteiros e realizando o manejo das sementeiras.

As primeiras projeções indicam uma tendência de redução na área plantada e no número de famílias envolvidas com a atividade. Em Venâncio Aires, por exemplo, a Emater/Ascar projeta 8.400 hectares para a próxima safra, contra 8.650 hectares no ciclo atual. O número de famílias produtoras deve passar de 3.300 para aproximadamente 3.150.

A produtividade média estimada no município permanece em 2.250 quilos por hectare. Com isso, a produção projetada é de 18.900 toneladas, abaixo das 19.462,5 toneladas colhidas na safra 2025/2026. A Emater ressalta que os números ainda são iniciais e poderão sofrer alterações conforme o encerramento da comercialização, o comportamento dos preços e as condições climáticas.

A Afubra também recomenda cautela no planejamento da próxima safra, com equilíbrio entre área plantada, disponibilidade de mão de obra, capacidade produtiva e demanda das empresas. A entidade avalia que a redução da oferta pode contribuir para melhorar a relação entre produção e mercado, mas alerta que a qualidade e a classificação continuarão sendo decisivas para a remuneração.

Tarifa dos Estados Unidos aumenta incertezas

O cenário ainda é agravado pela nova tarifa adicional de 25% anunciada pelos Estados Unidos para produtos brasileiros. O tabaco ficou fora da lista de exceções e deverá ser atingido pela cobrança a partir de 22 de julho, o que pode reduzir a competitividade do produto brasileiro no mercado norte-americano.

Diante desse quadro, a expectativa para a próxima safra é de uma produção mais ajustada em algumas regiões, com produtores demonstrando maior cautela antes de ampliar o plantio. A definição dos preços da safra atual, a demanda internacional, os efeitos da tarifa norte-americana e o clima serão fatores determinantes para o volume final produzido em 2026/2027.

Transparência editorial

Informações sobre a produção, autoria e atualização desta publicação.

Tipo de conteúdo Notícia
Fonte/Origem Apuração/Redação
Autor Gazeta Popular
Atualização 17/07/2026 às 06:53
Categoria Tabaco
Leitura 4 min
Extensão 684 palavras
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Entenda o caso

O que aconteceu?Comercialização da safra de tabaco chega a 65% no RS; quase 98 mil toneladas ainda aguardam venda
Onde?Rio Pardo
Fonte da informaçãoRedação Gazeta Popular

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Tipo de conteúdoNotícia
Fonte/OrigemApuração/Redação
Última atualização17/07/2026 às 06:53

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