Produtores de tabaco de diversas regiões do Rio Grande do Sul participaram nesta segunda-feira (25) de uma grande mobilização em Santa Cruz do Sul em defesa da valorização da safra e contra a queda nos preços pagos pelas fumageiras. O ato ocorreu em frente ao Parque da Oktoberfest e reuniu agricultores, sindicatos, lideranças rurais e entidades representativas da cadeia produtiva do tabaco, com início às 9h30min.
A mobilização foi organizada pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), juntamente com sindicatos dos trabalhadores rurais e entidades ligadas ao setor. A principal reivindicação dos produtores é por preços considerados mais justos e compatíveis com os custos de produção enfrentados na safra 2025/2026.
Segundo lideranças do movimento, os agricultores vêm enfrentando dificuldades na comercialização do tabaco, especialmente após a redução nos valores pagos pelas empresas nas últimas semanas. Relatos apontam que, no início da safra, algumas empresas chegaram a pagar entre R$ 350 e R$ 360 pela arroba do produto, mas os preços teriam recuado para faixas entre R$ 330 e R$ 280, gerando forte preocupação entre os fumicultores.
Além da queda nos preços, os produtores também reclamam da classificação do tabaco, alegando que a qualidade da produção não estaria sendo devidamente reconhecida pelas empresas compradoras. O tema já vinha sendo debatido em reuniões anteriores realizadas na sede da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), em Santa Cruz do Sul, envolvendo representantes dos produtores, do SindiTabaco e das empresas fumageiras.
Durante os debates recentes sobre o setor, representantes da Afubra afirmaram que os valores atualmente praticados estão abaixo do esperado pelos agricultores, especialmente diante do aumento dos custos de produção, como mão de obra, diesel e insumos agrícolas. Também houve críticas ao cenário de concentração das negociações nas mãos das indústrias.
A mobilização ganhou apoio de prefeitos e lideranças políticas de municípios produtores da região. Representantes destacaram que a crise no setor não afeta apenas os agricultores, mas também o comércio, a arrecadação e a economia regional, especialmente no Vale do Rio Pardo, onde o tabaco é uma das principais atividades econômicas.
Santa Cruz do Sul é considerada um dos principais polos da fumicultura brasileira, concentrando importantes empresas do setor e milhares de famílias que dependem diretamente da produção de tabaco para sua renda.
Entenda o caso
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