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quarta-feira, 10 de junho de 2026   Vale do Rio Pardo Indicadores atualizados Edição Digital
Regional

Vale Verde: Professores da Escola Curupaiti agradecem apoio e reforçam continuidade da greve

Na última quarta-feira, como já estava previsto, os professores da Escola Curupaiti estiveram presentes na Câmara de Vereadores de Vale Verde, fazendo uso do espaço para explanar sobre alguns pontos que reforçam a continuidade da greve, e agradeceram pelo apoio recebido da administração municipal, câmara de vereadores e comunidade escolar. Durante as falas, ficou evidenciado […]

Durante as falas, ficou evidenciado que os professores esperam a retirada do pacote que prevê muitas perdas à carreira, e segundo os mesmos, decreta a falência da escola pública. De acordo com o professor João Gabriel Niemeyer, o magistério gaúcho representa 67% do funcionalismo, mas apenas 37% da folha de pagamento são destinados ao salário da categoria, evidenciando que se há necessidade de um corte de gastos, deve ser feito em outras áreas. “Estamos há cinco anos com o salário congelado sem repor nem ao menos a inflação, quase cinquenta meses recebendo em atraso e parcelado, acredito que somos a categoria a nível nacional com o menor vencimento comparada a outras funções que exigem nível superior, como se isso não bastasse ainda somos atacados por esse pacote. O que o Governador propõe é uma covardia, pois com essas mudanças massacra e penaliza ainda mais os pequenos e se ajoelha perante os grandes, mantendo seus privilégios”, desabafou.

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A Professora Martha Toillier Kroth salienta que mesmo o Governador sofrendo um enorme desgaste político, o que aponta para uma não aprovação do pacote pelos deputados, não entende por quais motivos o mesmo não retira o pacote e  acaba com a greve. “O fim da greve só depende do Governador”, concluiu.

O Professor Janio Weber destacou que há um esforço em desestruturar a vida funcional do professor, para em um segundo momento privatizar a educação. “O que está em jogo não é somente a vida funcional do professor, mas o papel do Estado em relação às obrigatoriedades com os serviços públicos (educação, saúde e segurança), obedecendo ao critério da Agenda 2020, que é o Estado mínimo para a maioria e máximo para quem já se serve do Estado, no caso específico do grande empresariado”, alertou.

Outros professores também se manifestaram, reforçando que o grupo da Curupaiti está integrado, ativo e participante nas pautas a nível regional e estadual. Segundo a professora Elizabeth Trarbach, o momento é de somar forças, pois essa luta é interesse de toda a sociedade “o povo gaúcho merece uma escola pública de qualidade, se há necessidade de fazer ajustes e podar privilégios, nós do magistério somos a raiz, uma poda tem que ser feita nos galhos, onde há para podar, se cortarem as raízes essa árvore morre” concluiu. Na ocasião os vereadores reforçaram a importância da luta do magistério e se colocaram a disposição e apoiadores da causa, mostrando que há um consenso de que a greve é um grito de socorro da escola pública, e é comprovada a necessidade de rejeitar o pacote proposto pelo Governador.

Os vereadores reforçaram o apoio às reivindicações dos professores, disseram que estão em constante contato com os deputados de seus partidos, solicitando que se o Projeto não for retirado pelo governador, os deputados votem contra, e o presidente Adilson Romão disse que a Casa está sempre a disposição dos professores.

Entenda o caso

O que aconteceu?Vale Verde: Professores da Escola Curupaiti agradecem apoio e reforçam continuidade da greve
Onde?Vale Verde
Fonte da informaçãoRedação Gazeta Popular

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Tipo de conteúdoNotícia
Fonte/OrigemApuração/Redação
Última atualização06/12/2019 às 19:30

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