A Acusação: “Denúncias Maldosas” e Impacto Populacional
O vereador Selmo abriu a discussão relatando que o transporte de professores e o auxílio a determinados moradores sofrem restrições severas após representações feitas ao MP. Em sua fala, o parlamentar citou nominalmente duas professoras como autoras das denúncias, classificando a iniciativa como “maldosa”.
Segundo Selmo, a ação jurídica resultou em limitações operacionais tanto para as empresas prestadoras de serviço quanto para a administração. Ele argumentou que as empresas não podem realizar o transporte sem o devido pagamento, custeado pelo município sob regras rígidas. “É lamentável não poder auxiliar determinadas pessoas em razão dessas situações”, afirmou o vereador, sustentando que, enquanto as denunciantes possuem acesso facilitado, a parcela da população que mais depende do serviço enfrenta agora sérias dificuldades.
A Resposta: Perseguição Política e Defesa da Legalidade
Em resposta imediata, a vereadora Juliana (PDT) utilizou a tribuna para falar em nome das colegas citadas e contestar a narrativa de Selmo. A parlamentar confirmou que buscou o Ministério Público, mas justificou que a medida foi tomada após esgotadas as tentativas de diálogo devido à negativa de transporte a duas crianças da rede.
Juliana afirmou que o serviço era prestado há quatro anos e que a interrupção repentina configurou “perseguição política”. Além disso, a vereadora revelou que a denúncia levada à Promotoria de Justiça incluiu relatos de assédio moral contra professores dentro das escolas. Ela destacou a existência de uma lei, vigente desde 2024, que ampara o uso do transporte quando houver vagas disponíveis. “Não temo responsabilidades e falo a verdade. A intenção sempre foi restabelecer um serviço que é de direito”, rebateu a vereadora, exigindo respeito e retratação por parte do colega.
ASSÉDIO MORAL NO SERVIÇO PÚBLICO
Um dos pontos mais sensíveis do embate travado na Câmara Municipal foi a denúncia de assédio moral contra professores da rede pública. A vereadora Juliana (PDT) trouxe a público que a representação feita ao Ministério Público (MP) não se limitou apenas às irregularidades no transporte, mas incluiu relatos graves de perseguição dentro do ambiente escolar.
Segundo o discurso da parlamentar, os fatos narrados à Promotoria de Justiça indicam que docentes estariam sendo alvo de condutas abusivas no exercício de suas funções. Juliana classificou a retirada do transporte como uma extensão dessa hostilidade, definindo o ato como “perseguição política” contra os servidores que buscam diálogo ou questionam a administração.
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