A mobilização dos agricultores da região em defesa da valorização do tabaco e contra os atuais critérios de classificação do produto deve ganhar força no próximo dia 25, em Santa Cruz do Sul. Em entrevista, a representante sindical Andréia destacou que o movimento vem sendo articulado em conjunto com sindicatos da região e com a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS).
Segundo ela, inicialmente havia a intenção de realizar uma mobilização local no município no dia 29 de maio, porém a orientação regional foi pela união das forças em um grande ato regional em Santa Cruz do Sul.
“A agricultura vem passando por uma situação muito delicada. Toda a agricultura enfrenta dificuldades, mas a questão do fumo nos abala muito. A gente precisa mostrar força e mostrar que o agricultor está unido”, afirmou.
Andréia ressaltou que a principal reivindicação dos produtores está relacionada ao preço pago pelo tabaco e aos critérios de classificação utilizados pelas empresas fumageiras, tema que tem gerado forte insatisfação entre os produtores rurais da região.
“Quando mexe no bolso do agricultor, eles se unem. E nós vamos mostrar força no dia 25, em Santa Cruz do Sul”, declarou.
De acordo com ela, o sindicato ainda avalia a possibilidade de disponibilizar ônibus para o deslocamento dos participantes, embora muitos produtores devam ir com veículos próprios devido à curta distância até o município vizinho. A participação de tratores também está sendo organizada por comunidades do interior.
“De repente alguns tratores das comunidades aqui do município também vão se deslocar para Santa Cruz, engrossando o caldo, como a gente diz”, comentou.
A concentração deverá ocorrer nas proximidades do Parque da Oktoberfest, local tradicional de manifestações e encontros do setor agrícola na região. A expectativa dos organizadores é reunir agricultores de diversos municípios produtores de tabaco do Vale do Rio Pardo.
Para Andréia, o momento exige união do setor produtivo rural.
“É hora de todos os agricultores se unirem e mostrarem que não concordamos com essa classificação. Não queremos privilégio nenhum. Agricultor não quer privilégio, quer preço justo”, concluiu.
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