Segundo turno – A hora H do Dia D
Por Breno Pires

Salve amigos leitores
* O debate dos presidenciáveis
Confesso muito honestamente que tentei assistir o primeiro debate dos presidenciáveis, o da Band. Mas não deu… Após quinze minutos daquele teatro do absurdo, fui obrigado a trocar de canal na tv, e assistir o final do torneio de truco lá de Cacimbinhas do Pirapora… Que show de horrores; que coisa feia…Saber que um daqueles indivíduos vai ter que governar o Brasil é apavorante…
Uma coisa é o candidato Bolsonaro 01, que sabemos vazio, ignorante e que não tem proposta fundamentada para nada no Brasil, se comportar daquele jeito ridículo; outra coisa o Molusco Ligeiro, atual presidente, cuja competência já tem sido muito oportunamente questionada, renunciar a apresentar seu plano de continuidade de governo para participar, e colaborar, com aquela pantomima…
Eram dois arremedos de políticos supostamente preocupados com o futuro da nação, naquele comportamento caricato, vergonhoso e infame.
Se depender daquele debate, as votações do primeiro turno vão se repetir, pois o comportamento de nenhum dos candidatos foi razoavelmente decente para tentar convencer o eleitor indeciso.
* O voto dos indecisos
Esse foi o grande número de votos do primeiro turno: nulos, em branco e indecisos.
O papel dos candidatos, nesse momento, era tentar atrair tais votos. Mas, como eu disse, até o momento mais os afastaram do que os aproximaram…
O eleitor indeciso, o não alinhado, gostaria de ser convencido; ele gostaria de que sua escolha, para o segundo turno, se justificasse pelas propostas apresentadas e pela expectativa de um governo minimamente competente; ele quer votar positivamente muito mais por que um candidato o convenceu por seus méritos do que ter que rejeitar o outro por seus deméritos. Não vi muito esforço dos candidatos nesse sentido.
Se o Lula perder, foi por demérito próprio, em não se dedicar a cooptar os indecisos, nulos e brancos; se o Bolsonaro perder, foi por que o choque de realidade não convenceu aqueles eleitores que lhe poderiam garantir a vitória. Vanvê o que se resolve, torcendo pelo melhor, sempre!
* Esperanças
Se ganhar o Lula, nossa esperança é que o Estado Democrático de Direito se fortaleça, e o eleito, ciente de que é sua última oportunidade, consiga fazer um pouco mais de tudo aquilo a que se propôs, mesmo com toda a oposição legislativa que terá. Vamos torcer para isso!
Se ganhar o Bolsonaro, nossa esperança é que, contrariando todas as expectativas (pessimistas e negativas), ele consiga fazer um bom governo, fortalecendo todas as instituições as quais, ao menos até o momento, ele tem se dirigido com rejeição, preconceito e ameaças. Apoio legislativo ele terá. Vamos torcer para isso também.
* E o tal do sigilo telefônico?
Neste momento, para mim, é o menos importante.
O bom da Democracia, assim, com letra maiúscula, é que crimes, falcatruas, corrupção, etc., podem (e devem) ser averiguadas, investigadas, e as responsabilidades apuradas. E os culpados punidos. Mas ainda assim, tem quem seja contra a democracia…
* O que dizem…
Os eleitores do Lula dizem: pelos direitos sociais, pelas políticas públicas sociais, pelas minorias, pelos trabalhadores, pelo progresso, contra a ditadura…
Os eleitores do Bolsonaro dizem: pelo fim do PT, pelo fim da mamata, pelo fim da corrupção (kkk), se o Bolsonaro manda, a gente vota, e pra por o Lula na cadeia, para acabar com o STF…
Os eleitores não alinhados: pela Democracia e pelo Estado Democrático de Direito, pela alternância de mando nos poderes do Estado, pela manutenção dos direitos constitucionais, pela ciência, pela cultura e pela educação de qualidade…
E são esses últimos que vão definir a eleição… Ou não?
* Outra decisão
E a dupla GRENAL, hein? É bem possível que junto com o próximo governante do Brasil, o domingo acabe com um (ou dois) rebaixados… Te escapa medinho, que o medão te pega, ahahahahah.
Bom fim de semana, boa eleição e até à próxima, se Deus quiser.
PS – pense bem, pois depois do tiririririri, não adianta chorar o leite derramado.
