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quinta-feira, 04 de junho de 2026   Vale do Rio Pardo Indicadores atualizados Edição Digital
Breno Pires

O mundo já tem um dono? – Breno Pires

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Pois é amigo leitor, agora mais essa.

Mas antes que pensem que eu estou falando (escrevendo) sobre o Bolsonaro ou o Lula, não que não tenha muito o que falar, pelo contrário, hoje me refiro à desgovernança que está sendo posta em prática nos Estados Unidos da América – EUA.

Mais uma vez o presidente americano, se achando (de achismo) o xerife do mundo, toma a inciativa de querer interferir nas questões políticas internas de um país estrangeiro independente, no caso o nosso.

O primeiro mandato daquele presidente já foi meio caótico, com mandos e desmandos fora da realidade e, inclusive, uma tentativa de golpe ao final do mandato alegando fraude nas eleições. Ele não queria reconhecer o resultado do pleito, sua derrota, nas urnas (já vimos esse filme aqui por essas bandas, certo?). Mas no atual mandato “ele está se puxando” (no sentido pejorativo da expressão, claro).

* O que foi desta vez?

Desta feita o presidente Tramp(oso) instituiu por decreto o aumento das alíquotas e taxas de importação de produtos brasileiros para os EUA em até 50%. A alegação “oficial”, assim entre aspas, é a de que essa medida objetiva corrigir um longo processo histórico de desequilíbrio na balança comercial norte-americana em relação ao comércio com o Brasil. Nada mais falso!

Historicamente é justamente o contrário, ou seja, na relação comercial entre Estados Unidos da América e Brasil, a balança comercial sempre pendeu para o lado americano. Sempre! As estatísticas, sempre elas, estão aí para provar, corroboradas, claro, por planilhas, documentos e registros das relações comerciais entre os dois países. Tudo público e ao alcance de qualquer um.

* Se o argumento é falso, há um verdadeiro?

Ora pois, que essa pergunta é meio silogística, visto que necessariamente o contrário de uma falsidade não necessita ser uma verdade, certo amigo leitor? Meu professor de filosofia na faculdade diria “certamente!”.

Junto com a declaração do aumento dos impostos veio um conjunto de outras declarações que deixam transparecer, de forma até que bastante cristalina, outras causas motivadoras para seu arroubo de mentira na argumentação para a taxação dos produtos brasileiros.

Se referindo a questões políticas e judiciais internas de nosso país, o presidente americano acusa o governo Brasileiro de estar promovendo uma “caça às bruxas” com perseguição ao ex-presidente Bolsonaro e à sua família. Em palavras do presidente americano “estão fazendo uma coisa terrível” com eles… Responder à justiça e ser investigado é fazer uma coisa terrível?

A conclusão meio óbvia a que se chega é que para o Tramp(oso) as investigações e os processos judiciais contra o Bolsonaro e seus asseclas são medidas de perseguição e injustiça… Que barbbarbaridade!

* E pode isso Arnaldo?

Claro que pode!

Não é de hoje que sabemos que a família Bolsonaro, representante de uma extrema-direita reacionária, negacionista, preconceituosa e golpista aqui pelas Terras de Santa Cruz, é próxima da extrema-direita reacionária, negacionista, preconceituosa e golpista norte-americana. Por diversas vezes podemos assistir à constrangedora cerimônia do beija-mãos dos primeiros para com os segundos.

Bom, então não é difícil atar as pontas da corda: bastou mais um beija-mão e um chororô e o Big Brother do norte correu em ajuda ao Small Brother do sul… Constrangedor!

* O modus operndi

Um dos elementos que mais me chamou atenção nessa questão foi a forma como o presidente americano informou o governo brasileiro sobre o aumento das alíquotas de importação sobre os nossos produtos e sobre seu descontentamento com o rumo e a forma como a investigação sobre a tentativa de golpe de Estado aqui no Brasil está sendo feita: através de uma carta. Creio que tenha sido uma carta eletrônica, pois não imagino o ômi escrevendo uma missiva a punho próprio para mandar para o presidente Lula-Ligeiro, ahahahahahahah.

Além de representar enorme abuso que extrapola as competências de qualquer chefe de governo ou de Estado, pois que se metendo diretamente nas questões políticas e judiciais internas de um país soberano, a forma de comunicação representou, também, falta de respeito, de cortesia, até um desdém para com o governo brasileiro.

Uma coisa são os brasileiros reclamarem da forma como seu governo trata esse ou aquele assunto; outra coisa é um presidente estrangeiro querer dar palpite nos nossos assuntos internos; e outra coisa, pior e mais execrável ainda, digno de pena pela ignorância, é ver gente aplaudindo os desmandos do norte-americano, como se punir o Brasil fosse o mesmo que punir o Lula. É bom lembrar que o Brasil não é o Lula; este, apenas está no governo, não é o governo; o Estado Brasileiro Soberano é muito maior que seu presidente.

* Quem perde e quem ganha com isso?

Quem perde é meio óbvio: todos aqueles que, de forma direta ou indireta, se beneficiavam de uma relação comercial com os Estados Unidos. E quando falo todos me refiro a uma enorme rede de pessoas, instituições e interesses que começa nas grandes corporações e vai até o trabalhador que está na base da pirâmide produtiva. Perdem as indústrias, perde o comércio, perde o agro e os prestadores de serviço. Muitos perdem.

E quem ganha? Eis aí questão de difícil equação, mas com uma certeza: se tem alguém que está ganhando com toda essa situação e que, se não fizer nenhuma burrada ao longo do processo continuará ganhando, é o presidente Lula-Ligeiro.

 

* O Lula ganha?

Não tenho a menor dúvida.

Primeiro, por que tira o foco dos problemas, das dificuldades e das mazelas de seu governo. Isso já é um ganho considerável.

Depois, como governante, caberá a ele unificar as forças e os esforços que deverão ser mobilizados para enfrentar essa guerra fiscal; inclusive muitos adversários políticos deverão procurá-lo, o que, em se tratando de Brasil, é pouca coisa não. Industriais, comerciantes e banqueiros dependerão dos esforços do governo para contornar esse crise; o agro dependerá do governo também; todos nós dependeremos do governo e torceremos para que ele faça o melhor, certo? Ou não? Hein? Hã?

Por fim, mas não menos importante, como o mundo já está se manifestando em apoio ao Brasil nessa questão, condenando o Tramp(oso) e tratando suas iniciativas com surpresa, escárnio e até incredulidade, o Lula volta a reafirmar seu papel de liderança, que andava meio apagada desde seu envolvimento nos rolos da corrupção, no cenário político mundial.

Isso não parece ao amigo leitor meio óbvio?

Como diria meu finado pai (que Deus o tenha) esse sim vai ficar por cima da carne seca… Boa essa, ahahahahah.

É assunto que não se esgota. Voltaremos!

 

Bom fim de semana e até à próxima, se Deus quiser.

Entenda o caso

O que aconteceu?O mundo já tem um dono? – Breno Pires
Onde?Local não informado
Fonte da informaçãoRedação Gazeta Popular

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Tipo de conteúdoNotícia
Fonte/OrigemApuração/Redação
Última atualização23/07/2025 às 06:19

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