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quarta-feira, 03 de junho de 2026   Vale do Rio Pardo Indicadores atualizados Edição Digital
Breno Pires

Coisas da “Terceira Idade”

Falando por experiência
própria – Parte III

Boa tarde amigos leitores.  📢 Acompanhe a Gazeta PopularNotícias de Passo do Sobrado, Vale Verde e região em tempo real.👉 Seguir no Facebook📣 Canal * Pois é… Sessentão! Então é assim! O Breninho, como sou conhecido pelos que me são próximos, visto que meu pai era o Breno, já está com sessenta anos de idade. […]

 

📢 Acompanhe a Gazeta PopularNotícias de Passo do Sobrado, Vale Verde e região em tempo real.

* Pois é… Sessentão!

Então é assim! O Breninho, como sou conhecido pelos que me são próximos, visto que meu pai era o Breno, já está com sessenta anos de idade. Há pouco tempo eu tinha dezessete, depois trinta e oito, mais tarde cinquenta…

Por descrição conceitual sou idoso membro de um não tão seleto grupo chamado “terceira idade”. Há pouco tempo era um guri; depois, um adulto; agora, iniciando a velhice… Como eu disse em outra oportunidade, isso às vezes me alegra, afinal, é sinal de que estou vivo, bem vivo, vivendo a vida; mas às vezes me assusta, pois que a vida, esta vida, é finita…

Sei que o tempo passou a seu tempo, nem mais ligeiro, nem mais devagar ou lentamente… Apenas tem-se a impressão de que foi rápido, pois nossa impressão, baseada em memórias, geralmente boas, é bastante seletiva.

E a vida segue, um dia depois do outro.

* Podemos nos preparar para a velhice?

Eis aí questão que eu acredito que só possa responder dentro de uns vinte ou trinta anos, se eu viver até lá. Mas podemos tentar!

E como fazer isso? O pouco que sei sobre a velhice como experiência de vida, me apontam alguns sinais ou alguns passos que podem ajudar.

O primeiro passo nessa tentativa de se preparar para uma velhice “adiantada”, aquela dos oitenta ou noventa anos, eu acredito que seja o “ter a consciência” de que se faz parte desse grupo que está a envelhecer. E quanto mais cedo isso ocorrer, melhor.

Mas não basta ter essa consciência, pois é preciso que se comece a agir a partir dela, isso de forma intencional e objetiva.

Muita gente envelhece sem se dar conta da evolução do processo, simplesmente aceitando o passar do tempo e aprendendo a conviver com as situações novas, sejam dificuldades, restrições ou simplesmente “novidades da idade”, na medida em que surgem ou ocorrem. Eu tento, na medida do possível, prestar atenção aos sinais desse processo de envelhecimento, identifica-los e, a partir deles, agir diferente, se necessário, claro! Se eu contar ao amigo leitor o que eu tenho observado de forma mais clara quanto a isso, acredito que até vai achar graça, kkkk.

Respondendo à questão inicial desse tópico, vamos combinar o seguinte: dentro de uns vinte ou trinta anos eu respondo ao amigo leitor, ok? Isso se estivermos por aqui. Agora, nada impede que possamos desconfiar de já sabermos a resposta, certo?

Mas tem mais…

* Aceitação…

Outro passo que julgo importante, se não necessário, pois que diminui expectativas e alivia certas “frustrações” da idade, é aceitar… Isso mesmo, aceitar e aceitar-se como velho…

Aceitar é reconhecer que o mundo (em que estamos envelhecendo) é frequentado também pelos jovens, e são esses que têm poderes como a força, a velocidade, o volume, o ímpeto, o risco… Cabe a nós sermos os porta-vozes e executantes de outros poderes como a experiência, a sabedoria, a calma (eita que isso é difícil, kkkk), a sobriedade e o equilíbrio.

Aceitação também é ter a noção de que os iguais são iguais e os desiguais são desiguais nessa relação de diferenças de idade. Jovens são jovens, velhos são velhos, cada um com suas histórias, prioridades, relações, oportunidades, iniciativas, etc.. Mas reconheço que o mundo é dos iguais e aos desiguais (a nós), resta ocupar seu espaço no mundo daqueles, da melhor forma possível. Mas tem que ser como diz a música: cada um no seu quadrado… Não sei de muitos jovens que querem ou gostam de se comparar a velhos, mas sei de muitos velhos que gostam ou querem se comparar a jovens, e isso não é natural.

Aceitar é ter muita noção de que já fomos jovens, e nossa hora de não sê-lo chegou e que isso é algo natural. O problema é que nosso corpo envelhece mais rápido que nosso cérebro…

Devemos lembrar como era nossa relação com os velhos de nossa época de juventude ou vida adulta, como os tratávamos, como ouvíamos suas histórias, como encarávamos suas experiências, expectativas e seu status quo e ver como os jovens de hoje fazem isso com relação a nós, pois que isso não muda. Seria hipocrisia se quiséssemos que, agora que somos nós os velhos a viver no mundo com os jovens, eles agissem diferente, certo?

Um ressalva: aceitar é resilir, e não se acomodar ou se prostrar, ok? (Mas isso é assunto para outro momento…)

* Sabedoria: buscar o equilíbrio.

Sei que corro o risco de deitar e, no dia seguinte quando acordar, estar morto… Na verdade isso ocorre em qualquer etapa da vida, mas é na velhice que situações assim parecem ocorrer com mais frequência. Então, eu sei que pode acontecer comigo e não há o que se possa fazer, certo?

Certo até certo ponto, certo?

Podemos (e devemos) diminuir as chances que isso ocorra, para que não entremos nas estatísticas (sempre elas!), e dois são os melhores instrumentos para tal: check ups médicos periódicos, para ver como a saúde anda, e qualidade de vida.

Outro dia amigo de minha idade disse: “_abre o olho Breno, pois o fulano não bebia, comia igual passarinho, praticava esportes regularmente e teve um piripaque e bateu as botas…” Eis aí uma grande generalização, fruto de um senso comum extremamente simplificador, pois que a regra é que pessoas que mantenham uma qualidade de vida saudável, como o fulano citado acima, e que tenham sua saúde sob controle, vivam mais, bem mais, e melhor.

* Reitero o conselho das vezes anteriores

Incorporar a atividades físicas no dia a dia é um investimento valioso na sua saúde a curto, médio e longo prazo. Isso aliado a controles e investigações periódicas da saúde, alimentação minimamente equilibrada e sem excessos na bebidinha, fará com que não apenas se viva mais, mas vivamos com mais qualidade, energia e disposição para aproveitar cada momento.

Pequenas mudanças podem fazer uma grande diferença, pois nós que estamos envelhecendo (me parece que a cada dia mais rápido) temos que nos preparar para o que se nos espera. Os exemplos estão aí, para o bem e para o mal, e não se desenvolve um hábito de uma dia para outro.

A hora de começar é agora! Bora?

Bom fim de semana e até à próxima, se Deus quiser.

PS: os invernos e verões estão mais rigorosos ou é a idade que está me deixando mais sensível às temperaturas mais extremas (relativamente mais extremas…)?

Entenda o caso

O que aconteceu?Coisas da “Terceira Idade”

Falando por experiência
própria – Parte III
Onde?Local não informado
Fonte da informaçãoRedação Gazeta Popular

Transparência editorial

Tipo de conteúdoNotícia
Fonte/OrigemApuração/Redação
Última atualização01/08/2025 às 13:34

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