Na sequência houve a aproximação dos estudantes com o setor demandante (Secretaria de Ensino e Pesquisa) para melhor compreensão e diagnóstico situacional. No Laboratório de Empreendedorismo e Práticas Comunitárias foi aplicado o Design Thinking, o que resultou num MVP (produto mínimo viável), que é o desenvolvimento de um aplicativo específico para a gestão das residências. Com a validação dos demandantes, o MVP foi aprovado.
Posteriormente, dois estudantes oriundos do projeto inicial criaram uma startup e seguiram com o processo de desenvolvimento do produto, assessorados pela secretaria do hospital de ensino. Após várias etapas de criação e co-criação, o aplicativo foi validado nesse mesmo hospital, contando com módulo de acompanhamento de frequência em tempo real e módulo de comunicação, respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Outros módulos, de avaliação e feedback, estão em desenvolvimento.
“O principal resultado foi a incorporação de uma demanda interna de gestão de residências, de um hospital de ensino, por uma startup, que já está no mercado com um aplicativo extremamente resolutivo”, explica Giana, que é diretora de Ensino e Pesquisa do HSC. “Este contexto inicial serviu de motivação para que de outros setores da universidade também trouxessem inovação para a instituição hospitalar de ensino, culminando com a criação do Laboratório de Apoio à Inovação em Saúde”.
A diretora ressalta, ainda, como o cotidiano administrativo do ensino de pós-graduação/residência, em um hospital, pode gerar a inovação. “A aproximação com a universidade e a parceria formada com a startup tem tornado os processos gerenciais mais eficazes e ágeis”, completa ela.

