Rosibel Fagundes
Fiéis católicos participaram na quinta-feira, 19, das celebrações de Corpus Christi em diversas cidades da Diocese de Santa Cruz do Sul. A data, que recorda a última ceia de Jesus Cristo com os apóstolos e ressalta a presença real de Cristo na Eucaristia, foi marcada por momentos de oração, adoração ao Santíssimo Sacramento e confecção dos tradicionais tapetes coloridos.
Por conta da chuva, as paróquias precisaram adaptar a programação deste ano. Os tapetes, que normalmente ocupam ruas e calçadas, foram confeccionados dentro das igrejas, e a tradicional procissão com o Santíssimo Sacramento foi cancelada.
Em Santa Cruz do Sul, a celebração aconteceu de forma unificada na Catedral São João Batista. Centenas de fiéis participaram da missa, presidida por Dom Aloísio Alberto Dilli, bispo emérito, e concelebrada por diversos sacerdotes. Além dos tapetes confeccionados ao longo da semana, a comunidade foi convidada a participar do “tapete solidário”, doando alimentos não perecíveis que serão destinados a famílias em situação de vulnerabilidade.
Na Paróquia Nossa Senhora do Rosário, em Passo do Sobrado, a celebração começou às 8h30min, com missa presidida pelo pároco José Inácio Strattmann. Mesmo com o tempo instável, um grande número de fiéis compareceu. “É maravilhoso celebrar o Corpo de Cristo. Nos faz refletir sobre como Deus se doa a cada um de nós e fortalece a nossa fé e a nossa Igreja. E fazer parte da montagem dos tapetes é algo grandioso”, destacou a voluntária Giselda Kroth. A equipe de voluntários foi composta por catequistas e jovens catequizados, além de outras pessoas envolvidas na comunidade. “Nosso agradecimento à todos aqueles que doaram materiais e se doaram na confecção dos tapetes”, disse.
A tradição dos tapetes de Corpus Christi tem origem na Europa medieval. A data foi instituída pelo Papa Urbano IV em 1264, na Bélgica, para ser celebrada sempre na quinta-feira após o Domingo da Santíssima Trindade. Além da expressão artística, os tapetes simbolizam a acolhida ao Cristo Eucarístico, lembrando os tempos em que as pessoas forravam as ruas com ramos e mantos para a passagem de Jesus.
Entenda o caso
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