O temporal destruiu estruturas essenciais da propriedade, incluindo o galpão de ordenha e o forno. Equipamentos como motores e o sistema de ordenha foram severamente danificados, impossibilitando a continuidade da produção. “A gente tirava leite de um plantel de vacas, mas agora vamos ter que parar. Não tem como seguir com esse prejuízo. Os danos nos equipamentos foram grandes, é difícil recuperar”, desabafa Irineu Zinn, visivelmente abalado.
Segundo ele, o prejuízo ultrapassa os R$ 50 mil. “Sobrou só o resfriador, que por sorte não estava no galpão. O resto, perdemos tudo”, lamenta. Além das perdas materiais, a situação levou à venda urgente das vacas leiteiras. “Elas passaram o dia berrando com o úbere cheio. Sem energia, sem ordenha, não tinha o que fazer. Perdi até o leite que estava no resfriador porque os fios de energia foram arrebentados”, conta.
O casal também vinha enfrentando dificuldades de acesso à propriedade, com o transporte do leite sendo afetado há semanas pelas más condições da estrada. Agora, com a destruição causada pelo vendaval, a produção foi completamente encerrada. “Tive de cancelar a compra de ração, avisei que não ia mais produzir. A sorte é que, com a gente, não aconteceu nada. Vamos ter que buscar uma alternativa para viver”, afirma o produtor.
O caso evidencia, mais uma vez, a fragilidade dos pequenos agricultores diante de eventos climáticos extremos, que têm se tornado cada vez mais frequentes na região. O casal, como tantos outros, enfrenta o desafio de recomeçar do zero.
Entenda o caso
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