A presidente do STR de Passo do Sobrado, Andréia Gabe, destacou a importância da mobilização: “Os agricultores têm consciência do que estão fazendo e lutam por condições dignas para continuar produzindo”. O coordenador regional da Central Sindical, Cristian Wagner, reforçou a necessidade de pressionar o governo para a adoção de medidas de suporte ao setor.
Entre as principais reivindicações apresentadas estão:
•Prorrogação automática dos créditos rurais vinculados ao Pronaf e Pronamp por 120 dias.
•Revogação das resoluções que limitam a cobertura do Proagro.
•Criação do programa “Desenrola Rural” para renegociação de dívidas.
•Securitização das dívidas do Pronaf e Pronamp com prazo de até 12 anos.
•Liberação de recursos do BNDES para cooperativas e cerealistas.
•Estabelecimento de um fundo de catástrofes para emergências climáticas.
Após a apresentação da pauta de reivindicações, os manifestantes realizaram uma caminhada até as agências bancárias locais, simbolizando a urgência na renegociação das dívidas e na liberação de crédito para os produtores afetados pelas recentes estiagens. Autoridades municipais e representantes de diversas entidades estiveram presentes, demonstrando apoio à causa dos agricultores.
Durante o ato, palavras de ordem como “Agricultores na rua, governo a culpa é sua” ecoaram pelas ruas da cidade, refletindo a insatisfação com a falta de políticas efetivas para o setor. A mobilização em Passo do Sobrado reflete um movimento mais amplo no estado, onde agricultores familiares buscam soluções para as adversidades climáticas e econômicas que comprometem a sustentabilidade de suas atividades.
A Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag-RS) reforçou a necessidade de ações imediatas por parte do governo para evitar o colapso da agricultura familiar, setor essencial para a economia e a segurança alimentar do país.
O evento foi encerrado com um almoço para os agricultores presentes, após retornarem ao salão paroquial
A expectativa é que, com a pressão popular e o apoio das entidades representativas, medidas concretas sejam adotadas para garantir condições dignas de trabalho e produção aos agricultores gaúchos.
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