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Biografia de Adélio da Silva – 
Patrono da Semana Farroupilha 2025


Adélio da Silva nasceu em 1º de setembro de 1945, na localidade de Passo da Mangueira, então pertencente ao município de Rio Pardo e hoje integrada ao município de Passo do Sobrado. Filho de Eusébio da Silva, tropeiro respeitado e trabalhador, e de Ismenia da Silva, dona de casa e agricultora dedicada, cresceu em uma […]

Por Gazeta Popular • Publicado em 13/09/2025 às 15:06

Adélio da Silva nasceu em 1º de setembro de 1945, na localidade de Passo da Mangueira, então pertencente ao município de Rio Pardo e hoje integrada ao município de Passo do Sobrado. Filho de Eusébio da Silva, tropeiro respeitado e trabalhador, e de Ismenia da Silva, dona de casa e agricultora dedicada, cresceu em uma casa de madeira, simples, cercada pela natureza, pelas plantações e por uma vizinhança pequena, porém solidária.

Desde cedo, aprendeu a lidar com os desafios da vida rural: o trabalho árduo na roça, as estiagens, as limitações financeiras e as inevitáveis perdas familiares.

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Durante a infância e juventude, teve uma convivência próxima com seus irmãos. Olísio, o mais velho, permaneceu na propriedade da família. Manoela formou família e vive por perto. Ana mudou-se para a cidade e não teve filhos. Diná construiu sua família e tornou-se comerciante, sendo lembrada pela conhecida Venda do Zé da Certaja. O irmão João, que se tornou mestre de obras em Canoas, era muito querido — alegre, prestativo, e frequentemente visitava a família. Seu falecimento deixou uma grande saudade.

Adélio cursou os estudos iniciais na escola da professora Eraci Silveira Baierle, onde a vida escolar era comunitária e colaborativa: os alunos se ajudavam mutuamente, respeitavam os professores e contribuíam com tarefas como a limpeza e a preparação da merenda.

Entre os amigos da juventude, recorda-se com carinho de Zilmar, João Schimuneck, Almicar e Walter — alguns dos quais ainda encontra aos sábados para jogar pife, um de seus passatempos preferidos.

Foi em um baile no salão do Elo Moraes que conheceu Eva Marli, o grande amor de sua vida. O namoro foi breve e encantador. Casaram-se em 1967 e foram morar com a avó dela, Dona Olímpia. Juntos, plantaram de tudo, criaram raízes e construíram uma vida marcada pelo companheirismo, pela lida no campo e pelo respeito mútuo.

Dessa união nasceu o filho Marcos, que mais tarde deu a Adélio dois netos: Pedro e Talles. O avô sempre esteve presente em suas vidas, transmitindo carinho e ensinamentos valiosos sobre o amor à família, o valor do trabalho e o orgulho pela tradição gaúcha. Além disso, Adélio guarda profunda consideração por Luis Carlos da Silva, que viveu com a família por muitos anos, e por seus filhos, aos quais também considera como netos do coração.

Homem simples, Adélio sempre valorizou a vida campeira. É apreciador da comida feita no fogão à lenha — especialmente arroz de carreteiro, churrasco e feijão bem temperado. Gosta de contar causos, cuidar da horta, ouvir música gaúcha e aproveitar a tranquilidade do interior. Apesar dos desafios de saúde, como uma cirurgia na coluna e o desgaste nos joelhos — que hoje o fazem usar bengalas —, segue ativo, cultivando seus hábitos com serenidade e dignidade.

A paixão pela cultura tradicionalista o levou a ser um dos fundadores do CTG Gaudérios da Querência, onde atuou como patrão e vice-patrão. Participou de inúmeros rodeios, provas campeiras e eventos voltados à preservação das tradições gaúchas. Sempre esteve à frente da organização de festas, encontros comunitários e atividades culturais, fortalecendo os laços entre gerações e promovendo o orgulho pelas raízes.

Adélio acredita que os valores mais importantes são ensinados pelo exemplo. Sua vida reflete honestidade, respeito, trabalho e tradição — princípios que transmitiu ao filho, aos netos e a todos que o cercam. Sua filosofia é clara e direta:

“Seja honesto e respeite para ser respeitado.”

Hoje, aos 80 anos, ainda reside na mesma região onde nasceu, cercado por lembranças de uma vida simples, porém rica em significado, construída com esforço, honra e amor à terra. Ser escolhido como Patrono da Semana Farroupilha de 2025 é mais do que um reconhecimento — é a celebração de um homem que representa, com autenticidade, a alma do povo gaúcho.

Adélio da Silva deseja ser lembrado como um homem de palavra, simples, honesto e defensor da tradição. E é exatamente assim que ele será lembrado — com orgulho, respeito e gratidão por tudo que representa.

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13/09/2025 | gazetapopular.com