Tudo como dantes, no quartel dos Abrantes…

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Gazeta Popular
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Boa tarde amigos leitores

Tudo como dantes, no quartel dos Abrantes…

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* Aponta do Iceberg

Eis aí expressão mais oportuna e ideal para o momento político, judicial e judiciário que estamos vivendo.

A expressão “a ponta do iceberg” é usada para descrever uma situação em que apenas uma pequena parte de uma questão ou problema é visível ou revelada, enquanto que a maior parte continua oculta (e portanto, perigosa…).

Essa referência vem do fato de que o iceberg é um grande (gigantesco) bloco de gelo flutuante em mares ou oceanos onde, por questões de leis da física, apenas uma pequena parte é visível acima do nível d’água, enquanto a maior parte, geralmente a quase totalidade, está submersa.

* Relações Republicanas

Os fatos que temos presenciado até o presente momento no que se refere ao “escândalo” do chamado “Caso Master”, se forem devidamente apurados, o que eu espero que sim, mas estou preparado para o não, estão para representar um divisor de águas na política e no judiciário brasileiros (as letras minúsculas são por acaso, kkk).

Até o momento, o que vemos, ouvimos e sabemos é apenas a ponta do iceberg, a ponta mínima, diga-se de passagem, e tudo dando conta de que as relações republicanas de nossos poderes do Estado, Legislativo, Executivo e Judiciário, estão sob grande suspeição.

Por relações republicanas entenderemos o relacionamento entre os cidadãos e o Estado, os poderes do Estado e a sociedade, relacionamento baseado nos princípios da República: igualdade, justiça e respeito às leis e instituições.

Em uma Democracia, assim, com letra maiúscula, relações republicanas significam que o relacionamento entre governantes e governados é baseado no respeito mútuo, transparência, responsabilidade e participação cidadã.

Por enquanto está tudo muito nebuloso e suspeito. Isso para dizer o mínimo.

* Máfia

É isso mesmo amigo leitor. Para mim, tudo que vi até o presente momento sobre esse “caso Master” aponta para uma condição e organização criminosa de caráter mafioso: extremamente organizada, hierarquizada, com relações de proximidade e interesses com os mais altos escalões dos poderes do Estado (Legislativo, Executivo e Judiciário). Até o momento todo mundo é suspeito e tem seu nome ligado a esse “escândalo”. E isso, amigo leitor, é coisa de máfia, sendo o ex-dono do Master, e agora presidiário, um verdadeiro mafioso no sentido literal da palavra.

* Relações espúrias…

Todos os que se relacionavam com o mafioso agora presidiário participaram do que se chama de “relações espúrias”, entendendo-se por isso conexões ou relacionamentos de falsidades, ilegítimos ou baseados em interesses escusos ou imorais. A existência dessas relações, que precisam ser devidamente investigadas, foi comprovada pela divulgação das mensagens de cellular que o mafioso trocou com membros dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.

Claro que tais mensagens podem ter sido “plantadas” pelo mafioso apenas no intuito de comprometer essa ou aquela autoridade, afinal, fazer isso é coisa de mafioso (como o suicídio de um outro que estava preso), e isso precisa ser mito bem investigado; mas pode ser que não seja somente isso, e os envolvimentos podem ser sim muito mais comprometedores do que se imagina, afinal, tudo que sabemos até o momento é apenas a ponta do iceberg…

Um ministro do STF já se declarou impedido de participar de julgamentos que envolvam o mafioso, e é como se sabe: onde há fumaça…

O que deve ter de figurão suando frio, não deve ser pouco… Que a pizzaria esteja fechada, senão, jamais saberemos o real tamanho desse iceberg (se é que isso é possível…).

É assunto que obviamente não se esgota. Voltaremos!!!

Bom fim de semana e até à próxima, se Deus quiser.

PS: Sexta-feira 13… Que seja de bons augúrios!